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sexta-feira, 8 de março de 2013

Nota referente à carta publicada na edição de hoje do Jornal de Piracicaba

 

 
 
Amigos e seguidores do trabalho da Ong Vira Lata Vira Vida,

Na edição de hoje do Jornal de Piracicaba foi publicada carta de autoria do Sr. Ivan Chitolina em resposta a uma carta publicada pela presidente da Vira Lata que pedia ajuda a ele no adestramento de Bummer, um cão com sério histórico de mordedura e ataque, hoje abrigado por nós.

Este assunto surgiu com o fato de uma eutanásia ter sido realizada no canil municipal após ataque de um cão pitt bull que feriu uma funcionária.

Fazemos um apelo para que vocês não deixem de ler a resposta publicada hoje no jornal.

É importante que seja lida por todos.

Nela o autor, adestrador e especialista em comportamento canino, diz que só aceitaria ajudar Bummer “desde que seus serviços sejam devidamente remunerados”.

Critica o fato da presidente da instituição ser designer (não web designer como publicado) e não ser qualificada como ele, para falar de questões como eutanásia de animais.

Critica o fato da Ong ter um adestrador voluntário e não remunerado, insinua que a Ong recebe verba pública, fato que desconhecemos, e poder pagar por este serviço.

E ao final tenta elogiar o nosso trabalho.

A velha manobra do “bate e assopra”.

Aproveitamos para agradecer ao adestrador Ari Sanches que adestrou nossos cães durante 1 ano e meio de forma voluntária, a Moisés Doimo que assumiu, voluntariamente, o trabalho com Bummer e participa de todas as nossas atividades, além do adestramento.

Na carta de hoje aprendemos que os animais não devem ser considerados um problema social.

É só compará-los com alguns seres humanos e entenderemos o porquê.


Em tempo: a Ong Vira Lata nunca se manifestou e nem se manifestará em nome do canil municipal.


http://www.viralataviravida.org.br/

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Cães são assassinados depois de declaração de bispo católico - Chile

Nosso leitor Franco nos enviou a notícia no domingo que me deixou arrepiada....

Depois de ler e pesquisar a respeito, resolvi fazer este Bispo se arrepender de falar tamanha besteira e ainda por cima usando a Bíblia como desculpa para seu argumento antropocêntrico e especista.

Conto com vocês!!!! escrevam e participem da nossa campanha virtual.
Ele é o maior culpado dos assassinatos de cães que estão ocorrendo na cidade de Punta Arenas desde que os jornais locais publicaram Bispo chileno afirma que Deus autoriza exterminar cães abandonados (Paulo Lopes).

clique na imagem para entrar no link da Igreja deste bispo

- O Jornal Ópera Mundi publicou ontem a seguinte matéria:
Cidade chilena vive matança de dezenas de cães após declarações de bispo

- O BOL Notícias publicou:
Chilenos protestam contra matança de cachorros em Punta Arena

- A ONG UDDA lá no Chile está a frente do caso



Vamos fazer nossos protestos chegar a Santa Sé através dos órgãos de imprensa do Vaticano já que não consegui e-mails dos assessores do Papa Bento XVI.
O site é meio estranho e desatualizado.
Achei o endereço eletrônico de um bispo que trabalhou em um encontro lá no Vaticano que não sei se vai ajudar.
Enfim, o site do Vaticano é http://www.vatican.va/phome_po.htm (fuçei muito o "Serviços de Informação).
Quem se animar a procurar mais endereços, manda p´ra gente?

Bem, os endereços que eu escolhi para mandar nossos protestos foram do L'OSSERVATORE ROMANO (jornal oficial do Vaticano), Jornal Opera Mundi (jornal de São Paulo), o NEWS.VA (colaborador dos departamentos de mídia da Santa Sé), partisanimontefeltro@libero.it (bispo), accreditamenti@pressva.va (credenciamento jornalistico na Santa Sé); Jornal HoyxHoy (jornal que o bispo deu a declaração inicial); Igreja de Santiago;

ornet@ossrom.va ; breno@operamundi.com.br; info@news.va; partisanimontefeltro@libero.it; accreditamenti@pressva.va; redaccion@hoyxhoy.cl; gestion.personas@iglesia.cl
cc: falabicho@falabicho.org.br

O texto que eu enviei foi este e é claro que fica como sugestão:

Prezados Senhores
Atendendo a sugestão contida no blog "O Grito do Bicho", estou usando seus endereços eletrônicos pedindo que ajude a chegar ao Papa Bento XVI nossos protestos sobre o comportamento do Bispo de Punta Arenas, Magallanes - Chile, dom Bernardo Bastres, ao declarar que “Deus criou todas as coisas e as colocou à disposição do ser humano, esse é um princípio do Gênese, tudo está ao nosso serviço, e, portanto, também podemos nos desfazer problemas criados pela natureza” para justificar sua sugestão de matar todos os cães abandonados naquela cidade.

Ora, se o Santo Padre diz em audiência que a intolerância e violência ameaçam a paz social, como este Bispo prega ao contrário dizendo que humanos podem usar das vidas que lhe "incomodam"? Confiram na publicação oficial do Vaticano em 08/01/13: 
O comportamento do Bispo Bastres fere o sentimento cristão de todo mundo.
Eu estou ferida e revoltada diante da quantidade de cães mortos pelas ruas daquela cidade.
Ele deveria é honrar os princípios de amor à vida declarada por São Francisco de Assis e procurar as autoridades da cidade para um programa de esterilização e adoção destes animais.
Estou estarrecida de como, em tempos atuais, uma "autoridade cristã" se esquece do quinto mandamento que é o NÃO MATARÁS...
Nome
cidade/país
ident.

Versão em inglês. Colaboração da nossa leitora Andrea:

Dear Sirs,
Following suggestion of the Brazilian Blog "O Grito do Bicho", Iam making use of your electronic mail service to ask that this message reaches His Holiness the Pope Bento XVI, concerning the protests about the behavior of Punta Arena, Magallanes’ Bishop, Your Excellency Dom Bernardo Bastres, when declared to the local Newspaper hoyxhoy: "God created all things and made available to the human being, this is the principle of Genesis, everything is at our service, and thus we can also undo problems created by nature” to justify his suggestion of killing all abandoned/stray dogs in that city.

Now, if the Holy Holiness the Pope says in audience that intolerance and violence threaten social peace, how can this Bishop preaches, unlike saying, that humans can dispose of lives when they are a nuisance? Please, check out the official Vatican’s publication on Jan 08th, 2013: “In the audience to the diplomats the Pope denounced as threats to social peace the marginalization, the intolerance and the violence”
The behavior of the Bishop Bastres hurts the feelings of Christians worldwide. I am hurt and disgusted by the amount of dead dogs on the streets of that city. He is supposed to honor the principles of love to life declared by St. Francis of Assisi and talk to that city’s authorities about a program of sterilization and adoption of those animals.
Iam terrified of how, in modern times, a "Christian authority" forgets the fifth commandment, that is, SHALL NOT KILL.

Nome
cidade/país
ident.

Versão em italiano. Colaboração da leitora Simone Mazza


Egregi Signori
Dato il suggerimento contenuto nel blog "O GRITO DO BICHO", sto usando i loro indirizzi email chiedono aiuto per raggiungere il Papa nostre proteste sul comportamento del vescovo di Punta Arenas, Magallanes - Cile, Don Bastres Bernardo, dichiarando che "Dio ha creato tutte le cose e messo a disposizione l'essere umano, questo è un inizio della Genesi, tutto è al nostro servizio, e quindi possiamo anche annullare problemi creati dalla natura "per giustificare il suo suggerimento di uccidere tutti i cani randagi quella città.

Ora, se il Santo Padre in udienza che l'intolleranza e la violenza minacciano la pace sociale, in quanto questo vescovo predica dicendo che a differenza di vite umane può utilizzare "fastidio"? Scopri la pubblicazione ufficiale del Vaticano il 08/01/13: Tra il pubblico al corpo diplomatico il Papa ha denunciato come una minaccia alla pace sociale emarginazione, intolleranza e violenza

Il comportamento del vescovo Bastres offende i sentimenti dei cristiani di tutto il mondo. Mi sono fatto male e disgustato dalla quantità di cani morti per le strade di quella città. Egli dovrebbe onorare i principi di amore per la vita dichiarata da San Francesco d'Assisi e di funzionari della città per cercare un programma di sterilizzazione e l'adozione di questi animali.
Ho il terrore di come, in tempi moderni, una "autorità cristiana" dimentica il quinto comandamento è non uccidere ...
Nome
cidade/país
ident.:

Galera chilena invade a Igreja do tal Bispo...




Outros vídeos:

Chile Conmoción por matanza de perros 14012013
Indignación por masacre de perros en Chile

Outras matérias:
- Maltrato animal: Impacto por matanza masiva de perros en Punta Arenas
- http://www.hoyxhoy.cl/2013/01/09/full/4/
- http://www.24horas.cl/nacional/obispo-justifica-exterminio-de-perros-callejeros-en-punta-arenas-463259
- http://videos.biobiochile.cl/notas/2013/01/09/obispo-de-punta-arenas-afirma-que-dios-autoriza-exterminar-perros-abandonados.shtml

NOTA IMPORTANTE:
Pelo menos aquele endereço que é de um bispo que achei no site do Vaticano está recebendo.
É bom saber que alguém lá de dentro está tomando conhecimento, né?
Olha só:

-----Mensagem Original-----
From: partisanimontefeltro@libero.it
Sent: Tuesday, January 15, 2013 3:45 PM
To: sheilamourarj@gmail.com
Subject: Re: Contra as declarações do Bispo Bernardo Bastres
----- The following is an automated response
----- to your message generated on behalf of partisanimontefeltro@libero.it
Ho ricevuto il messaggio. Grazie

sábado, 12 de janeiro de 2013

Caso Lobo: advogado de defesa contesta condenação e irá tentar anular o processo

Foto: NOTA DA ONG VIRA LATA VIRA VIDA

SAI A SENTENÇA DO CASO LOBO

Publicada hoje (08.01.13), no Diário Oficial Eletrônico, a sentença que condenou CLAUDIO CESAR MESSIAS pela morte do cão Lobo, o rottweiller arrastado pelas ruas de Piracicaba no dia 2 de novembro de 2011. O réu foi condenado a uma pena de 6 meses e 20 dias de detenção, no regime aberto, e ao pagamento de 18 dias-multa, no valor de um salário mínimo cada dia multa. O Judiciário julgou procedente a ação penal movida pelo Ministério Público, na medida em que restou devidamente comprovado que o réu arrastou seu cão por vários quarteirões, causando-lhe gravíssimos ferimentos, que levaram o animal a óbito. A pena de 6 meses e 20 dias de detenção, nos termos da lei, foi substituída por pena de prestação de serviços à comunidade, pelo prazo da condenação, a qual deverá ser cumprida junto ao Canil Municipal de Piracicaba, à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação. Já a condenação ao pagamento de 18 dias-multa deverá levar em consideração o valor do salário mínimo da época dos fatos, resultando em condenação na ordem de R$10.000,00. 

O ano de 2013 começa dando verdadeiro exemplo de que as coisas estão mudando em nosso país. Podemos e devemos acreditar na Justiça. A ONG Vira Lata Vira Vida desde o início se pautou pela crença no trabalho sério realizado pela Polícia, Ministério Público, Judiciário e na confiança que, investigações, laudos, perícias e depoimentos levariam à verdade dos fatos. Em pouco mais de 1 ano do acontecido, enfim, veio a condenação. Este triste - mas emblemático - “Caso Lobo” serve para mostrar que a sociedade não tolera mais maus-tratos causados a animais. Mais que isso, serve para mostrar que a sociedade está se mobilizando para exigir a punição daqueles que insistem em praticar atos de crueldade contra os animais. 

A morte do cão Lobo fortaleceu o movimento social pelo combate aos maus-tratos e uniu pessoas de todas as partes do Brasil na busca de mais respeito a toda e qualquer forma de vida.

 

Ong Vira Lata Vira Vida, responsável pela abertura do processo contra Messias, publicou em sua FanPage uma carta aberta de repúdio ao ocorrido

10/01/2013
Bianca Pissardo


Cão rottweiler Lobo, arrastado pelo próprio dono em Piracicaba


Foto: Divulgação

Cão rottweiler Lobo, arrastado pelo próprio dono em Piracicaba
Fonte: Ong Vira Lata Vira Vida / Gazeta de Piracicaba


O advogado que defende Cláudio Cesar Messias, declarou que irá recorrer da decisão e tentará a anulação do processo desde o recebimento da denúncia.

O advogado José Silvestre da Silva acusa, indiretamente, a Ong Vira Lata Vira Vida de ter realizado “queima de arquivo” no “apagar das luzes”, se referindo à cremação do corpo do animal para que pudesse ser enterrado, dentro da lei, no abrigo da instituição.

Entretanto, a cremação foi anunciada com antecedência e publicada em toda imprensa nacional.

Além disso, o corpo do cão Lobo ficou à disposição da defesa, do proprietário e da Justiça numa câmara fria por mais de 24h, no CCZ de Piracicaba, fato este também divulgado pela imprensa.

Segundo a Ong, eles entendem que a prática de maus tratos e a guarda irresponsável deve ser combatida por toda a sociedade, e a Justiça deve atuar com mais rigor para coibir essas ações.

De acordo ainda com representantes da Ong, por meio de uma carta aberta publicada no facebook "fizemos aquilo que o proprietário do animal deveria ter feito: socorrer, buscar um atendimento especializado, não poupar esforços nem dinheiro para salvar a vida de Lobo, e no caso da morte, lhe proporcionar um final digno.

Isso é o que se espera de um proprietário que durante 8 anos teve a companhia de seu cão.

Por que a defesa do proprietário que o arrastou e omitiu socorro ataca as pessoas que ajudaram e amenizaram a dor de seu cão?"

Vale lembrar que o réu tem o direito de ainda provar sua inocência, pois a sentença cabe recurso.

Para a Ong Vira Lata Vira Vida "a tentativa de anulação de todo processo, desconsiderando todas as evidências, fará com que o cão Lobo continue a ser arrastado pelas ruas de Piracicaba".

Para ler a carta na íntegra, acesse a fanpage da ong.

https://www.facebook.com/viralataviravida

Leia também:


Juiz decreta sentença para o Caso Lobo
Messias, o dono do cão, terá pena alternativa em regime aberto

08/01/2013
Bianca Pissardo

Acaba de sair a sentença para o réu Cláudio Cesar Messias, que arrastou o cão rottweiler Lobo por três quarteirões, ocasionando em posterior morte do animal.

Relembre o caso.

Na parte final da sentença, o juiz apresenta os termos da condenação: "julgo procedente esta ação penal e condeno o réu Cláudio César Messias, incurso no artigo 32, § 2º, da Lei 9605/98, ao cumprimento de 06 (seis) meses e 20 (vinte) dias de detenção no regime aberto e no pagamento de 18 dias-multa, no valor unitário equivalente a um salário mínimo da época dos fatos.

Presentes os requisitos do artigo 44, do Código Penal, substituo a pena privativa de liberdade por uma restritiva de direitos, consistente na prestação de serviços à comunidade junto ao canil municipal de Piracicaba-SP pelo prazo da condenação, devendo ser cumprida à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação, nos moldes do artigo 44 e parágrafos, do Código Penal".

O valor total da multa ficou fixada em 9 mil reais.

Ainda na primeira parte da sentença, o juiz alega que o réu não compareceu às audiências no qual foi convocado, o que poderia ter atenuado sua pena perante a justiça.

A informação é do Diário da Justiça Eletrônico - Caderno Judicial - 1ª Instância - Interior - Parte II São Paulo, Ano VI - Edição 1330 2839

Terça-feira, 8 de Janeiro de 2013
Em conversa com Miriam Miranda, presidente da Ong Vira Lata Vira Vida que acolheu Lobo em seus últimos dias de vida, essa sentença é satisfatória.

"Muitos me perguntam porque estamos tão felizes com essa sentença, talvez para muitos pequena demais para o crime cometido.

O que eu tenho a dizer é que essa punição pode ser sim um divisor de águas em casos de maus-tratos aos animais.

Nunca a justiça sentenciou uma pena tão alta como esta.

Com tantos casos que passam impunes pela justiça, esse é um caso a ser comemorado", explica.
Ela ainda salienta que o caso foi tratado com muita seriedade pelo tribunal de justiça, que teve sua primeira audiência no Caso Lobo em janeiro de 2012.

Ainda segundo Miriam, esse caso serviu como aprendizado para toda a Ong que viu que nem depois da morte um animal deve ser abandonado.

"Os animais não tem como falar, se defender.

Somos nós que temos que lutar por eles.

Muitos desistiram no meio do caso, mas muitos estiveram do nosso lado.

Que esta sentença sirva para inibir outros possíveis casos de maus-tratos e morte de animais.

É somente com a união que podemos mudar algo em nosso país, e o Caso Lobo é o exemplo disso", completa.

O caso ainda cabe recurso.


Caso do rottweiler Lobo completa 1 ano


Rottweiler Lobo - cachorro arrastado pelo dono teve uma pata amputada antes de morrer


Na última audiência, dono do cão não se manifestou, permanecendo todo o tempo em silêncio

05/11/2012
Bianca Pissardo 

Rottweiler Lobo - cachorro arrastado pelo dono teve uma pata amputada antes de morrer

No último dia 2 de novembro completou um ano do caso do rotweiler Lobo, que foi amarrado a um carro e arrastado por três quarteirões pelo próprio dono.

O cão morreu 13 dias depois em uma clínica sob os cuidados de médicos veterinários.

Na última audiência, o mecânico Messias compareceu sem o advogado e não declarou nada, se colocando em silêncio.

No mesmo dia, duas testemunhas foram ouvidas: ex-esposa e filho.

Em processo ainda de investigação, averiguação de filme de câmeras de segurança e depoimento de testemunhas, o caso Lobo continua em seus trâmites legais, à espera de um parecer do juiz e uma possível condenação.

Segundo José Silvestre da Silva, advogado de defesa do réu, o processo está parado no Tribunal desde o dia 31 de julho de 2012.

Tamanha a comoção acerca do caso, a presidente da Ong Vira Lata Vira Vida, Miriam Miranda, afirma que tomando como exemplo esse caso que chocou o Brasil, será possível exigir das autoridades maiores penas para maus-tratos aos animais.

“Muitos diziam que deveríamos desistir, que não seria possível a morte de um animal ter atenção da justiça.

Não sabemos qual será a sentença, mas se ela acompanhar o Ministério Público e reconhecer o crime de maus-tratos e omissão de socorro teremos uma nova visão sobre isso no país”, comentou ela na esperança de que se abra um precedente, conseguindo assim, mudar os rumos e as punições quando se trata de agressões aos animais.

http://www.rac.com.br

Advogado de defesa contesta condenação e tentará anular o processo


Viralata.viravida



Na edição de hoje (10.01.13) da Gazeta de Piracicaba, o advogado que defende Cláudio Cesar Messias, declarou que irá recorrer da decisão e tentará a anulação do processo desde o recebimento da denúncia.

O advogado José Silvestre da Silva acusa, indiretamente, a Ong Vira Lata Vira Vida de ter realizado “queima de arquivo” no “apagar das luzes”, se referindo à cremação do corpo do animal para que pudesse ser enterrado, dentro da lei, no abrigo da instituição.

Diante da declaração, a Ong Vira Lata levanta algumas questões:

1. A cremação foi anunciada com antecedência e publicada em toda imprensa nacional.

2. O corpo do cão Lobo ficou à disposição da defesa, do proprietário e da Justiça numa câmara fria por mais de 24h, no CCZ de Piracicaba, fato este também divulgado pela imprensa.

Diante disso, perguntamos:

1. Por que o advogado de defesa não solicitou a posse do corpo para nova necropsia?

2. Por que o advogado de defesa não foi até Campinas onde se realizava a necropsia para acompanhar de perto o trabalho?

3. Por que o proprietário não solicitou à Justiça o corpo para enterrá-lo ou descartá-lo como lixo hospitalar?

4. Por que o advogado de defesa esperou a cremação e pouco tempo antes de serem enterradas as cinzas ele declarou à imprensa ter interesse no corpo?

5. Por que o advogado de defesa aponta má fé em todas nossas ações como se tivéssemos feito um grande mal ao Lobo?
Não fizemos a representação no Ministério Público, não divulgamos em primeira mão na imprensa o ocorrido e não realizamos manifestações contra o réu.
Cuidamos do Lobo e só após sua morte nos informamos do andamento do processo.

Entendemos que a prática de maus tratos e a guarda irresponsável deve ser combatida por toda a sociedade e a Justiça deve atuar com mais rigor para coibir essas ações.
Todo acusado tem o direito de provar sua inocência, mas sem a necessidade de se produzir um culpado que assuma a responsabilidade no lugar do réu.

Fizemos aquilo que o proprietário do animal deveria ter feito: socorrer, buscar um atendimento especializado, não poupar esforços nem dinheiro para salvar a vida de Lobo, e no caso da morte, lhe proporcionar um final digno.

Isso é o que se espera de um proprietário que durante 8 anos teve a companhia de seu cão.

Por que a defesa do proprietário que o arrastou e omitiu socorro ataca as pessoas que ajudaram e amenizaram a dor de seu cão?

Muitas coisas virão pela frente e o teor da matéria não deixa dúvida que o advogado ainda busca um culpado.

Lembramos que cabe recurso no processo e o réu está no direito de provar sua inocência.

Mas, a tentativa de anulação de todo processo desconsiderando todas as evidências fará com que o cão Lobo continue a ser arrastado pelas ruas de Piracicaba.



http://www.viralataviravida.org.br

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Deboche e desrespeito

 

Vereadores de Piracicaba ridicularizam a defesa dos animais e vetam lei contra maus-tratos

24 de novembro de 2010

ONG Vira Lata Vira Vida lamenta o tratamento
que os vereadores deram à causa dos animais


Os integrantes da ONG Vira Lata Vira Vida, que estiveram na sessão da Câmara de Vereadores para acompanhar a votação do veto total do prefeito Barjas Negri (PSDB), ao projeto do vereador Laércio Trevisan (PR), que proíbe maus-tratos aos animais, deixaram o plenário indignados com os pronunciamentos de alguns vereadores.

“A causa dos animais foi ridicularizada de forma inconsequente.
Fizeram política com os animais.
Riram, fizeram piadas, se divertiram.

No plenário, o procurador do município, Milton Sérgio Bissoli e outros secretários riam muito”, desabafou ontem Miriam Miranda.

O veto total do prefeito ao projeto do vereador Trevisan estava na pauta.

A discussão começou em torno do parecer da Comissão de Justiça, integrada pelo pastor Marcos Antonio Oliveira (PMDB), José Pedro Leite da Silva (PR) e Márcia Pacheco (PSDB), que havia dado parecer contrário ao veto do Executivo.

O vereador José Antonio Fernandes Paiva (PT) subiu à Tribuna e lembrou que o projeto de Trevisan havia recebido parecer favorável de todas as comissões, que fora aprovado por unanimidade pelos vereadores, ou seja, sem nenhum voto contrário, e que o parecer da comissão recomendava a derrubada do veto.

A discussão teve início, o presidente José Aparecido Longatto suspendeu a sessão, os vereadores foram para uma reunião às portas fechadas com o procurador da prefeitura, com exceção a Paiva e Trevisan, e mudaram o posicionamento, inclusive o pastor Marcos Antonio, presidente da Comissão de Justiça, que acabou solicitando ao plenário que votassem contra o parecer da comissão.

“Não dá para acreditar.
Eles deram murro na mesa, colocaram o dedo em riste, gritaram.
Não havia necessidade de tudo aquilo.
Estou envergonhada, constrangida, arrasada”, desabafou Miriam, ao lembrar que, assim que fez seu pronunciamento, o pastor foi até Bissoli para cumprimentá-lo.

“Uma vergonha.
A lei de proteção aos animais virou uma piada”, observou Miriam Miranda.

À Gazeta, o pastor Marcos disse que mudou seu posicionamento com relação ao parecer por entender que é de “bom alvitre procurar o que é de melhor para a cidade”.

A proposta do vereador Trevisan era abrangente e incluía no artigo primeiro “todo o ser vivo pertencente ao reino animal, excetuando-se Homo sapiens.”

“Como ficam os abatedouros, teriam que sair da cidade?

Como ficam os ratos, que causam danos à saúde, não poderiam ser mortos.
E as baratas?”, questiona.

Ele cita outro exemplo: a marcação da vacina contra a brucelose é feita no gado com ferro quente, método que considera cruel, mas previsto em lei estadual para diferenciar os animais que foram vacinados.

Pela lei de Trevisan, este método seria proibido no município.

Para Marcos Antonio, o novo projeto do Executivo é “delimitador” e garante a defesa apenas aos animais domésticos, cães, gatos e outros.

O veto do prefeito foi acatado por 12 votos a 3 (Paiva, Trevisan e Leite da Silva) e o parecer da comissão, rejeitado.

Os animais não mereciam tudo isso

“Na noite de segunda-feira, a Câmara Municipal de Piracicaba se reuniu para votar o veto do prefeito municipal Barjas Negri, ao Projeto de Lei 128/10 sobre a proibição à prática de maus-tratos contra os animais, de autoria do vereador Laércio Trevisan Jr.

A ONG Vira Lata Vira Vida acompanhou desde o início a tramitação da lei e esteve na reunião com o prefeito Barjas Negri, onde ficou acordado um novo texto para a lei evitando conflitos com leis de outras esferas.

A ONG entendeu que o novo texto seria enviado e, após o veto em questão, teríamos um andamento normal para a aprovação da desejada lei municipal que pune essa prática cruel.

Mas o que presenciamos na Sexagésima Oitava Reunião Ordinária foi um espetáculo lamentável.

O novo texto entrou a poucas horas do início da sessão.

Para ONG chegou às 17h.

Sem uma leitura profunda identificamos que a lei seguia o acordado em reunião.

No plenário estavam representantes do governo municipal que pediram uma reunião reservada com os vereadores.

A partir dessa conversa o que vimos foi uma longa discussão política.

Longa e desagradável ao ponto de constranger os protetores, da ONG ou independentes, que estavam presentes.

Gritos, insultos, vaidades.

Opiniões foram mudadas na tribuna, piadas contadas na intenção clara de desmerecer a lei.

Comentários jocosos, inconsequentes, desinformados.

A plateia riu.
Riu bastante.
Foi constrangedor e ainda hoje nos sentimos assim.

A causa pela qual nos dedicamos voluntariamente sendo motivo de piada.

Nossa expectativa de aprovação e encaminhamento do novo texto foi por água abaixo.

Uma votação política que nem de longe teve a intenção de proteger os animais.
Somos Terceiro Setor.

Temos um papel social e o desempenhamos com respeito.

O que houve na Câmara foi um completo desrespeito pelo nosso trabalho e nossa condição de cidadãos.

Nós não merecíamos ter assistido a tal espetáculo político.

Mas os animais que representamos, os esquecidos, invisíveis criaturas abandonadas e cruelmente maltratadas não poderiam nunca ter sido motivo de piada de alguns vereadores.

Pulgas, baratas, ratos foram usados como exemplos de “animais domésticos e domesticados” para criticar um texto e enaltecer outro.

A nós, nada disso interessa.
A nós, protetores sérios, só interessa uma posição séria sobre a implantação da lei, sua fiscalização, os mecanismos de retirada e recuperação desses animais, e o processo de adoção para um novo lar. Nada disso veio à tona.

Afinal, isso não dá piada.

Mais uma vez os animais foram abandonados.

Lamentamos por todos que se debruçaram aos risos numa noite lamentável e entendemos que com lei ou sem lei, caberá a nós protetores e à sociedade que se interessa pelo respeito à vida, cuidar e proteger esses pobres animais.

Aproveitamos para convidar os senhores vereadores e representantes do governo municipal para conhecer nosso abrigo e ver de perto animais por nós recolhidos, vítimas de maus-tratos.

Talvez, ao ver esses animais, a piada não fique tão engraçada assim.”


Miriam Miranda – presidente da ONG Vira Lata Vira Vida
Fonte: Gazeta de Piracicaba

http://www.anda.jor.br

Piracicaba - Canis Lotados...Tem solução? Protetor, por favor, leia






  
"Canis da cidade estão lotados e sem estrutura"
Com uma população animal cada vez maior, os canis mantidos por voluntários ou os coordenados pela Prefeitura de Piracicaba estão superlotados e sem estrutura para receber novos cães.
Essa é a afirmação da designer Miriam Miranda, que há dois anos criou a organização não governamental (ONG) Vira Lata Vira Vida.

"O abrigo não é a melhor solução, mas, infelizmente, acaba sendo a única opção a curto prazo.
O correto é a castração destes animais e a conscientização da população", afirmou.

A ONG conta atualmente com 389 cães.
A estrutura seria para, no máximo, 300 animais.
A maior parte deles foi abandonada pelos proprietários.
Muitos são idosos ou apresentam algum tipo de deficiência.
Um dos trabalhos feitos pela entidade é levar estes cães a feiras de adoções, para mostrar ao público que eles podem ser acolhidos.

Fonte - EPTV

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José Franson - Tatuí -

Todos os canis municipais e os Santuários/Abrigos de ONGs e particulares estão lotados em todo Brasil.
O coração dos protetores se estilhaçam e lagrimas ficam a correr quando encontram mais um abandonado e sofrendo.
Nas ruas continuam os abandonados, apesar dos milhares de mortos por atropelamentos, envenenamentos, maus tratos e doenças.
Apesar dos resgates dos protetores/anjos.
Apesar das capturas, dos aprisionamentos cruéis de inocentes e assassinatos em todos os canis municipais CCZs.

O que fazer?

O modelo utilizado pelos governantes, baseados na captura e aprisionamento dos animais, vigente em todos os canis municipais CCZs não estaria ultrapassado?
È o mesmo utilizado desde que as primeiras cidades surgiram a milhares de anos, e nunca foram mudados.!!!

O modelo utilizado pelos protetores de animais desde milhares de anos é baseado em resgatar, "feiras" de adoção, abrigos particulares e a eterna procura da caridade e doações.
Será que, assim como os canis de CCZ, também não estão ultrapassados?

O que fazer?

Se as questões acima são de seu interesse, por favor leia e analise com carinho o projeto "Postos veterinários de proteção aos animais" - Solução definitiva para o sofrimento dos animais abandonados.

O projeto vai muito além da solução definitiva do sofrimento dos abandonados.
Os postos veterinários "de proteção aos animais", deverão ter a participação efetiva dos protetores.
O modelo prevê que o poder público e os protetores tenham uma base real e efetiva para desenvolver projetos em todas as áreas da proteção animal.

Não espere que outro protetor inicie a luta pela execução do projeto.
As grandes mudanças acontecem quando os pequenos se mobilizam e agem.
Se você se tornar um 'especialista' no projeto postos veterinários, a escuridão mórbida dos canis municipais de CCZ estará se apagando.
Agora podemos ver a luz no fim do túnel, juntos podemos fazer o amanhecer para um futuro sem crueldade com os animais.

Boa sorte a todos nós animais humanos ou não


http://amigosdosanimaisdetatui.blogspot.com.br

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Toxoplasmose é disseminada no Brasil, diz pesquisadora

 



 



 
 
Rio de Janeiro
 Um em cada dois brasileiros já teve contato com a toxoplasmose e apresenta sorologia positiva para a doença, causada por um protozoário (Toxoplasma gondii) que se reproduz no sistema digestivo dos felinos e que pode provocar cegueira, abortamentos e levar até a morte.
A transmissão para os humanos se dá pela ingestão de carnes mal passadas ou verduras e frutas mal lavadas, além do contato com o protozoário.
O dado é da pesquisadora Maria Regina Reis Amendoeira, chefe do Laboratório de Toxoplasmose do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
Atualmente ela desenvolve uma pesquisa para mapear a extensão da doença na região do Pantanal, onde é grande a presença de felinos selvagens, que podem transmitir o protozoário ao grande rebanho bovino - que ingere água e gramíneas contaminadas com os oocistos [um tipo de ovo imaturo] da toxoplasmose - e posteriormente para o homem.
“Os felinos eliminam no ambiente o oocisto, que vai para o tecido do boi e formar o cisto.
Aí aqueles carnívoros que vão se alimentar desses animais, como o homem que faz um churrasco mal passado, pode se infectar com essa carne”, explicou a pesquisadora.
Outra forma de propagação é por meio da irrigação de hortaliças com água contaminada pelas fezes dos felinos com os oocistos.
Não higienizadas para o consumo, as hortaliças acabam contaminando o ser humano.
Além disso, a pesquisadora alerta que gatos domésticos não devem dormir na cama com os donos e nem subir na mesa, pois podem trazer nas patas os oocistos do protozoário.
Pesquisas indicam que 16% dos gatos domésticos que têm donos, mas costumam passar um tempo fora da residência em contato com outros felinos e eventualmente caçando outros animais, apresentam o protozoário da toxoplasmose. Já os gatos que comem apenas ração e nunca saem de casa têm chance quase zero de ter a doença.
“Não precisa se desfazer do gato.
Basta ter cuidados.
Principalmente a mulher que nunca teve contato com a doença.
Porque se ela se contaminar durante a gestação poderá passar para o bebê, levando ao aborto ou deixando sequelas, como hidrocefalia e toxoplasmose ocular, que pode causar cegueira”.
No Rio de Janeiro, o índice encontrado pelos pesquisadores de exame positivo na população para a doença foi 56%.
Número superior foi registrado no Sul do país, segundo pesquisa desenvolvida em um município do interior gaúcho.
Ter sorologia positiva indica que a pessoa, em algum momento de sua vida, foi exposta ao causador da doença, não significando que necessariamente ficou doente.
“Em Erechim, no Rio Grande do Sul, foram estudadas 2,7 mil mulheres gestantes e foi detectado que havia sorologia positiva para 73%.
Nesse município, 17,7% da população com a infecção teve a toxoplasmose ocular, que também acomete bebês por vias congênita.”
Embora a doença não seja extremamente grave, pode em determinados casos levar à cegueira ou à morte. “A toxoplasmose é uma doença autolimitada.
Cerca de 90% das pessoas que têm contato com o parasita, não têm a sintomatologia ou então apresentam uma forma muito branda.
O mais frequente é ter dor de cabeça, dor muscular e articular, cansaço.
Simula uma gripe, tem uma febre e enfartamento ganglionar [ínguas], ou seja, pode ser qualquer coisa.
Qualquer infecção pode dar isso.”
Casos mais graves atingem pessoas imunodeprimidas, por tratamento quimioterápico contra o câncer, transplantes recentes ou aids, que podem ser levadas à morte.
A toxoplasmose pode ser facilmente detectada por exame de sangue, medida que já faz parte dos exames pré-natal."
Fonte: Jornal do Brasil
http://www.ogritodobicho.com

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Juristas pedem cancelamento do anteprojeto do Código Penal

LEIAM POR FAVOR ESTA MINHA POSTAGEM E O ARTIGO A SEGUIR.... é imprescindível e obrigatório para quem desejar tomar consciência do quanto cada um foi manipulado.

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Deus queira que este anteprojeto de lei para o novo Código Penal seja jogado no lixo!!!!
Sei que muita gente não tem idéia do quanto estamos em risco por conta da leviandade de um certo grupo de protetores "intelectuais" de SP que se nomearam, arrogantemente, como representantes da causa animal e que resultou na maior CAQUINHA da vida deles!!!!

Apoiamos o "Movimento Crueldade Nunca Mais" quando promoveram aquela manifestação que chamou a atenção da sociedade de forma positiva e muito produtiva.
Mas, quando se imiscuíram em seara do qual não tinham gabarito, critiquei devidamente.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A comprovação de minhas razões é quando vemos que alguns "mentores" da modificação dos termos do art. 32 da Lei de Crimes Ambientais estão candidatos a cargo político.
Tal fato nos leva a crer que tudo não passou de uma lamentável manobra política para projetar pessoas sem gabarito histórico na causa.
Venderam dificuldades para oferecerem facilidades e se aproveitarem delas.

Uma política covarde que nomea os "salvadores da pátria" diante da ameaça de descriminalização dos maus-tratos aos animais e que, na verdade, foi DESMENTIDA POR VÁRIOS INTEGRANTES DA COMISSÃO de juristas que compunha a elaboração do anteprojeto!!!!! (vide entrevistas em nosso blog).
Tenho esperança que iremos reverter toda esta situação, pois, se repararem o maior destaque do todo contestado pela classe de juristas contrários ao Anteprojeto do Novo Código Penal, é em função da papagaiada, eu digo e repito PAPAGAIADA, de mexer no art.32.
A ilusão de aumento de pena e a inclusão específica de item de abandono de animais foram o maior TIRO NO PÉ que a proteção animal deu já que, mesmo com aumento das penas, A POSSIBILIDADE DE ALGUEM CUMPRIR PENA POR MAUS-TRATOS AOS ANIMAIS É ZERO e "abandono" já estava incluída na palavra maus-tratos, SEM DÚVIDA.
Repeti incansavelmente aqui no blog que, nossa estratégia deveria ser: manter o art. 32 como está, pois, já seria um grande ganho se fosse incluído no Código Penal.
Falei e repeti que deveríamos passar desapercebido (a causa animal), sem chamar atenção já que nossos "inimigos" (bancada ruralista) estariam atentos para derrubar nossa força que, desde 1998, tem conseguido impedir a votação do famoso PL do Nonô (reivindica a retirada dos animais domésticos da lei para poderem fazer rodeios, vaqueadas, touradas e tudo mais sem que tenhamos argumento legal para impedi-lo).

Disseram que eu estava sendo "desagregadora" e me meteram o malho dizendo que "quem sabe faz a hora não espera acontecer"...
É duro, gente, ler isto vindo de gente despreparada que não tem idéia do quanto nos custou a conquista do art.32!!!!
Mas, agora taí a comprovação da CAQUINHA que foi feita em nome da ignorância (no sentido certo da palavra) da proteção animal que se deixou manipular ao bel prazer de aventureiros e de protetores arrogantes e irresponsáveis.
Eu disse IRRESPONSÁVEIS porque com este projeto de lei corremos um grande risco já que a bancada ruralista já "se ligou" da nossa fragilidade e vão cair dentro quando acabar as eleições que esvaziou o Senado (que paizinho de M o nosso, não?).
Agora fiquem certos que não vai haver petição, assinatura e passeata que dê jeito.
Esta "proteção" colocou o ovo na boca da raposa e agora acha que vai tirar? fala sério!!!!!
Contra o poder temos que ser, no mínimo, inteligentes... repito INTELIGENTES e não aventureiros!!!!!
Deus está sendo bom conosco com esta tentativa de juristas jogar tudo no lixo e sugiro, a partir de agora, as pessoas só abrirem a boca para algo que, efetivamente, contribua para que saiamos desta, ilesos.

Vou fazer um dossier de tudo que foi publicado em nosso blog a respeito deste tema e deixar a disposição nas postagens vips.
 
Agora, leiam o artigo abaixo, pelo amor de Deus!!!! se liguem, amigos
Fonte: http://www.ihu.unisinos.br/noticias/513884-reale-junior-pede-retirada-de-novo-codigo-penal-da-pauta-do-senado

(grifos em vermelho são meus)

"REALE JÚNIOR PEDE RETIRADA DE NOVO CÓDIGO PENAL DA PAUTA DO SENADO"
A comunidade jurídica em peso está mobilizada contra o projeto do novo Código Penal, apresentado pelo senadorJosé Sarney (PMDB-AP). Representantes de entidades ligadas à advocacia, o Ministério Público do Estado de São Paulo e a Defensoria Pública paulista organizaram o "Ato em Defesa do Direito Penal: Crítica ao Projeto Sarney".
São 19 entidades contrárias ao texto, que devem formalizar um manifesto pela paralisação de sua tramitação no Senado. Entre elas, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) e oInstituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim).
O movimento é liderado, entre outros, pelo jurista e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, professor decano e chefe do departamento de direito penal da Faculdade de Direito da USP, que faz severas críticas ao projeto.
Em entrevista ao Valor, Reale Júnior é enfático ao afirmar que não há como consertar o texto.
"Só jogando no lixo e fazendo um novo", diz. Por isso, defende a retirada da proposta da pauta do Senado.
De acordo com o jurista, que participou de várias comissões de elaboração legislativa para a reforma do Código Penal, - entre elas a de 1984 e a de 1996 -, há erros gravíssimos em todo o texto, que atentam contra a segurança de toda a população.
Entre os muitos vícios, está a falta de proporcionalidade entre crimes e penas.
Ele cita, por exemplo, o artigo 394, que prevê uma pena de um a quatro anos para quem deixar de prestar assistência ou socorro a qualquer animal.
Por outro lado, a omissão de socorro à criança abandonada ou extraviada ou à pessoa inválida ou ferida seria punida com prisão de um a seis meses ou multa.
 
A entrevista é de Adriana Aguiar e publicada no jornal Valor, 24-09-2012.
Reale Júnior critica ainda o fato de o texto incluir altas penas para aquele que molestar ou pescar um cetáceo.
Pode-se ficar quatro anos na prisão pela morte de uma baleia ou golfinho.
Uma pena muito superior a de agressão grave cometida contra um humano.
Também há erros, de acordo com Reale Júnior, na parte que trata de crimes cometidos na área empresarial.
O texto inclui, por exemplo, o crime de corrupção privada, quando algum funcionário recebe uma vantagem em prejuízo da empresa.
Nesse caso, porém, segundo o projeto, apenas o representante legal pode ser responsabilizado.
O que, para o jurista, torna o dispositivo inaplicável. "Qualquer funcionário da empresa deveria poder responder."
Eis a entrevista.
Qual o objetivo do ato contra o projeto do novo Código Penal?
Organizamos a manifestação para mostrar força e alertar a nação e o Senado sobre os perigos desse código. O texto apresenta erros gravíssimos de termos e conceitos jurídicos. Ao mesmo tempo, cria penas elevadas e permissões inaceitáveis. De um lado, pune gravemente a difamação praticada por jornalistas, com penas de dois a quatro anos, quando a Lei de Imprensa, considerada de cunho autoritário, previa de um a três meses. De outro, permite a eutanásia praticada pela família, sem a exigência de um diagnóstico médico, desde que a vítima esteja em estado terminal. É um projeto com absoluta falta de nexo.
Existe uma oposição generalizada contra o projeto?
Sim, uma oposição generalizada.
Seria possível consertar o texto?
Não. Só jogando no lixo e fazendo um novo. Não tem outro jeito. É inconsertável. Por isso, o ato a favor de paralisar o projeto. Rebatem as críticas dizendo é que eu gostaria de fazer parte da comissão. Como se eu estivesse preocupado com isso. Já sou decano da Faculdade de Direito da USP, tenho 68 anos. Eu já fui de tantas comissões neste país. Eu já tenho meu nome gravado na elaboração legislativa e, se fosse um bom código, eu estaria aplaudindo. Até porque acho necessária a modernização do Código Penal. Só que isso tem que ser feito com muito cuidado.
De que forma isso poderia ser feito?
Existem jovens penalistas de grande competência, que deviam fazer parte de uma nova comissão. Entreguem isso para os jovens, como fizeram comigo quando eu era jovem. Eu fiz parte da comissão para reformar a parte especial do código em 1984, e depois em 1989. Mas todos esses anteprojetos eram publicados para serem submetidos à apreciação, à critica, à comissão revisora. Tinham um longo caminho para percorrer.
 
Não havia bons nomes na comissão?
O ministro Gilson Dipp, que foi um grande corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é um nome de relevo, mas não é penalista. O relator geral é o procurador regional da República Luiz Carlos Gonçalves. Alguns advogados tiveram participação pequena. O professor Luiz Flávio Gomes participou e, em manifestação no seminário do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCrim), disse que foi vencido em grande parte das propostas. O professor René Dotti se afastou em março em consequência da forma como se realizavam os trabalhos. Eram aprovações em massa, muitas vezes por e-mail. Os artigos foram sendo colocados e resultou nesse código sem nexo.
Não houve consulta popular?
Não ouviram a comunidade jurídica e nem a sociedade em geral. O que ouviram foram os grupos de pressão, que foram defender a criminalização de certos atos, de acordo com seus interesses.
Mas um código não se faz assim. A assessoria de imprensa do Senado dava notícia de cada proposta mirabolante que estava sendo discutida, mas dava em pílulas, ninguém podia dizer nada porque não conhecia o todo.
O senhor considera que a elaboração do texto foi feita às pressas?
Membros da comissão me contaram que eles recebiam as propostas por e-mail e tinham três dias para responder, caso contrário tinha-se por aprovadas. Tanto que a exposição de motivos do projeto é parcial. Cada um fez o texto do artigo que propôs. Não há uma preocupação com o conjunto. Isso vai ser uma bomba relógio no aumento da população carcerária. E feito às pressas para quê? Todos estão intensamente preocupados. Até porque um Código Penal interfere diretamente na segurança e na liberdade.
O código aumenta as penas para a maioria dos crimes?
No caso do roubo, por exemplo, a pena foi reduzida de quatro para três anos. Mas a penas para quem pescar ou molestar um cetáceo é de dois anos de prisão. Se o golfinho é filhote, são três anos. Se a baleia morre, a pena é de quatro anos, uma pena muito superior da de quem fura um olho do outro.
Quais são os outros problemas do projeto?
São tantos. Eu digo para não se assustarem com o absurdo que estarão lendo. Leia o artigo seguinte. O projeto prevê, por exemplo, que quem deixar de prestar assistência a um animal em perigo pode pegar uma pena de um a quatro anos. Porém, quando a omissão de socorro envolve uma criança abandonada, a pena é de um a seis meses. Não tem coerência.
E com relação aos crimes empresariais?
A comissão resolveu definir novamente gestão fraudulenta, que já tem uma definição criticada na Lei de Crimes contra o Sistema Financeiro. No projeto, a gestão fraudulenta consiste, no artigo 154, em praticar ato fraudulento na gestão de instituição financeira. Dessa forma, ato fraudulento pode ser tudo. É, por exemplo, um presidente atestar a presença da secretaria que faltou durante um mês. Isso é um ato fraudulento, mas que nada tem a ver com preservação da higidez da instituição financeira. É completamente genérico. Assusta pela absoluta impropriedade.
Há outros vícios nessa área?
No artigo 167, a comissão, ao tratar de corrupção privada, define que comete esse crime o representante legal. Mas esse tipo de crime, quando alguém recebe uma vantagem em prejuízo da empresa, como venda com sobrepreço ou compra de uma mercadoria a mais do que o necessário e o fornecedor dá uma gratificação para o empregado, pode ser praticado por qualquer um. Pelo presidente, pelo gerente ou por um almoxarife. Não se pode limitar isso ao representante.
Qual o impacto para as empresas?
Somente o representante legal iria responder pelo crime. O sujeito poderia, então, deixa de ser o representante legal, colocar alguém para responder pela companhia. O crime poderia, então, ser cometido por todos aqueles que são da empresa e não são representantes. O tipo penal vai ser inaplicável.
O que pode ocorrer caso o projeto seja aprovado dessa forma?
Vai ser uma balbúrdia, uma insegurança total. As pessoas não saberão se estão praticando crime. A omissão da pessoa que vê um crime, por exemplo, seria considerada coautoria, segundo o artigo 17. Isso é gravíssimo. Qualquer policial ou pessoa pode ser considerado coautor porque tinha o dever de agir para evitar o crime. É uma loucura. Não tem nexo. Foram mexer em questões delicadíssimas sem conhecimento técnico.
 
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