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quinta-feira, 4 de julho de 2013

DISCIPLINAI O ESPÍRITO






Filhos, cogitando das coisas maiores, não vos descureis daquelas que considerais insignificantes.
A grande árvore se origina de minúscula semente.
O mais alto edifício não se levanta sem o concurso de anônimas pedras de alicerce.
O rio caudaloso é a
somatória de humildes filetes d’água.
Nada, quando nasce, surge em sua forma definitiva.
Tudo p
arte de um pequeno ponto e, através do tempo, ocupa o espaço que lhe está determinado pelas leis do Universo.
Sedimentai-vos na experiência que vos habilita para compromissos de maior envergadura.
Disciplinai o
espírito nas tarefas que, quase sempre, são desprezadas por quantos lhes desconhecem o valor no fortalecimento da vontade.
Quando alguém se encontra apto para cumprir obrigações de
ordem mais elevada, a própria Vida se encarrega de lhas confiar através das circunstâncias que o requisitam.
Quando o
homem não consegue ser o que é, onde está, inútil que ele tente ser mais, onde quer que esteja.
Quem não
prova fidelidade nos encargos menores não se desincumbe com êxito daqueles cuja importância exige maior persistência e noção de responsabilidade.
Filhos, as atividades humildes da casa
espírita são a vossa garantia de paz e equilíbrio íntimo.
Dentro dela, não aspireis a nada além do que seja servir, sem que vos entregueis às discussões que costumam inutilizar as vossasoportunidades de ascese espiritual.
Silenciai os vossos rancores e considerai-vos os maiores necessitados, agradecendo ao Senhor a bênção do serviço
espírita em que vos refugiais da tentação.
Demorai-vos mais longo tempo nas tarefas de assistência, antes que cogiteis daquelas que vos tornam alvo preferencial dos des
afetos da Doutrina.
E orai pelos companheiros de ideal que, na linha de frente do combate, tantas vezes tombam, alvejados pelos dardos ensandecidos das trevas



BEZERRA DE MENEZES

sábado, 11 de maio de 2013

OS DRAGÕES NA IMAGINAÇÃO DE VÁRIOS ILUSTRADORES

 

Spiny Woodland Hopper by *Ironshod

Dragão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Dragão
Escultura do Mario the Magnificent, dragão mascote da Universidade Drexel, Estados Unidos.
GrupoMitologia
Criaturas semelhantesMušḫuššu, Basilisk, Wyvern, Qilin
MitologiaEuropa e Ásia de leste
HabitatMontanhas, mar, céu
Dragões ou dragos (do grego drákon, δράκων) são criaturas presentes na mitologia dos mais diversos povos e civilizações. São representados como animais de grandes dimensões, normalmente de aspecto reptiliano (semelhantes a imensos lagartos ou serpentes), muitas vezes com asas, plumas, poderes mágicos ou hálito de fogo.

A palavra dragão é originária do termo grego drakôn, usado para definir grandes serpentes.
Em vários mitos eles são apresentados literalmente como grandes serpentes, como eram inclusive a maioria dos primeiros dragões mitológicos, e em suas formações quiméricas mais comuns.
A variedade de dragões existentes em histórias e mitos é enorme, abrangendo criaturas bem mais diversificadas.

Apesar de serem presença comum no folclore de povos tão distantes como chineses ou europeus, os dragões assumem, em cada cultura, uma função e uma simbologia diferentes, podendo ser fontes sobrenaturais de sabedoria e força, ou simplesmente feras destruidoras.

Origem dos mitos

Os Dragões talvez sejam uma das primeiras manifestações culturais ou mito criados pela humanidade.
Muito se discute a respeito do que poderia ter dado origem aos mitos sobre dragões em diversos lugares do mundo.
Em geral, acredita-se que possam ter surgido da observação pelos povos antigos de fósseis de dinossauros e outras grandes criaturas, como baleias, crocodilos ou rinocerontes, tomados por eles como ossos de dragões.

Por terem formas relativamente grande, geralmente, é comum que estas criaturas apareçam como adversários mitológicos de heróis lendários ou deuses em grandes épicos que eram contados pelos povos antigos, mas esta não é a situação em todos os mitos onde estão presentes.
É comum também que sejam responsáveis por diversas tarefas míticas, como a sustentação do mundo ou o controle de fenômenos climáticos.
Em qualquer forma, e em qualquer papel mítico, no entanto, os dragões estão presentes em milhares de culturas ao redor do mundo.

As mais antigas representações mitológicas de criaturas consideradas como dragões são datadas de aproximadamente 40.000 a. C., em pinturas rupestres de aborígines pré-históricos na Austrália.
Pelo que se sabe a respeito, comparando com mitos semelhantes de povos mais contemporâneos, já que não há registro escrito a respeito, tais dragões provavelmente eram reverenciados como deuses, responsáveis pela criação do mundo, e eram vistos de forma positiva pelo povo.

Dragões para a mitologia

Dragões ao redor do mundo

A imagem mais conhecida dos dragões é a oriunda das lendas europeias (celta/escandinava/germânica) mas a figura é recorrente em quase todas as civilizações antigas. Talvez o dragão seja um símbolo chave das crenças primitivas, como os fantasmas, zumbis e outras criaturas que são recorrentes em vários mitos de civilizações sem qualquer conexão entre si.

Há a presença de mitos sobre dragões em diversas outras culturas ao redor do planeta, dos dragões com formas de serpentes e crocodilos da Índia até as serpentes emplumadas adoradas como deuses pelos astecas, passando pelos grandes lagartos da Polinésia e por diversos outros, variando enormemente em formas, tamanhos e significados.

O escritor grego Filóstrato, dedicou uma extensa passagem da sua obra Vida de Apolônio de Tiana aos dragões da Índia (livro III, capítulos VI, VII e VIII). Forneceu informações muito detalhadas sobre esses dragões.

Dragões no Médio Oriente

No Médio Oriente os dragões eram vistos geralmente como encarnações do mal.
A mitologia persa cita vários dragões como Azi Dahaka que atemorizava os homens, roubava seu gado e destruía florestas (e que provavelmente foi uma alegoria mística da opressão que a Babilônia exerceu sobre a Pérsia na antiguidade clássica).
Os dragões da cultura persa, de onde aparentemente se originou a ideia de grandes tesouros guardados por eles e que poderiam ser tomados por aqueles que o derrotassem, hoje tema tão comum em histórias fantásticas.

Dragões na Mesopotâmia

Na antiga Mesopotâmia também havia essa associação de dragões com o mal e o caos.
Os dragões dos mitos sumérios, por exemplo, frequentemente cometiam grandes crimes, e por isso acabavam punidos pelos deuses — como Zu, um deus-dragão sumeriano das tempestades, que em certa ocasião teria roubado as pedras onde estavam escritas as leis do universo, e por tal crime acabou sendo morto pelo deus-sol Ninurta.
E no Enuma Elish, épico babilônico que conta a criação do mundo, também há uma forte presença de dragões, sobretudo na figura de Tiamat.

No mito, a dracena (ou dragã-fêmea) Tiamat, apontada por diversos autores como uma personificação do oceano, e seu consorte mitológico Apsu, considerado como uma personificação das águas doces sob a terra, unem-se e dão à luz os diversos deuses mesopotâmicos.
Apsu, no entanto, não conseguia descansar na presença de seus rebentos, e decide destruí-los, mas é morto por Ea, um de seus filhos.
Para vingar-se, Tiamat cria um exército de monstros, dentre os quais 11 que são considerados dragões, e prepara um ataque contra os jovens deuses. Liderados pelo mais jovem entre eles, Marduk, que mais tarde se tornaria o principal deus do panteão babilônico, os deuses vencem a batalha e se consolidam como senhores do universo.
Do corpo morto de Tiamat são criados o céu e a terra, enquanto do sangue do principal general do seu exército, Kingu, é criada a humanidade.
O Dragão de Mushussu é subjugado por Marduk, se tornando seu guardião e símbolo de poder.

Dragões nas lendas orientais

Um dragão vietnamita.
Na China, a presença de dragões na cultura é anterior mesmo à linguagem escrita e persiste até os dias de hoje, quando o dragão é considerado um símbolo nacional chinês.
Na cultura chinesa antiga, os dragões possuíam um importante papel na previsão climática, pois eram considerados como os responsáveis pelas chuvas.
Assim, era comum associar os dragões com a água e com a fertilidade nos campos, criando uma imagem bastante positiva para eles, mesmo que ainda fossem capazes de causar muita destruição quando enfurecidos, criando grandes tempestades.

As formas quiméricas do dragão Lung chinês, que misturam partes de diversos animais, também influenciaram diversos outros dragões orientais, como o Tatsu japonês.
Nos mitos do extremo oriente os dragões geralmente desempenham funções superiores a de meros animais mágicos, muitas vezes ocupando a posição de deuses.
Na mitologia chinesa os dragões chamam-se long e dividem-se em quatro tipos: celestiais, espíritos da terra, os guardiões de tesouros e os dragões imperiais.

O dragão Yuan-shi tian-zong ocupa uma das mais altas posições na hierarquia divina do taoísmo.
Ele teria surgido no princípio do universo e criado o céu e a terra.
Nas lendas japonesas os dragões desempenham papel divino semelhante.
O dragão Ryujin, por exemplo, era considerado o deus dos mares e controlava pessoalmente o movimento das marés através de jóias mágicas.

Dragões na Bíblia

Representação do dragão como um ser demoníaco nas culturas religiosas europeias.
Os dragões segundo a cultura cristã, são aqueles que mais influenciaram a nossa visão contemporânea dos dragões.
Muito da visão dos cristãos a respeito de dragões é herdado das culturas do médio oriente e do ocidente antigo, como uma relação bastante forte entre os conceitos de dragão e serpente (muitos dragões da cultura cristã são vistos como simples serpentes aladas, às vezes também com patas), e a associação dos mesmos com o mal e o caos.

De acordo com o Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, no Antigo Testamento, dragões tipificam os inimigos do povo de Deus, como em Ezequiel 29:3. Ao fazer isso, associa-se a ideia das mitologias de povos próximos, para dar maior entendimento aos israelitas.

É por isso que a Septuaginta, na sua narrativa da história de Moisés, traduz "serpente" por "dragão". (Êxodo 7:9-12).
Há ainda, no antigo testamento, no Livro de Jó 41:10-21, a seguinte descrição do Leviatã:
18 Os seus espirros fazem resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva.
19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela.
20 Dos seus narizes procede fumaça, como de uma panela que ferve, e de juncos que ardem.
21 O seu hálito faz incender os carvões, e da sua boca sai uma chama.


Em Isaías 30:6, há citado um "áspide ardente voador" (versão ARC), junto com outros animais, para ilustrar a terra para onde os israelitas serão levados, pois o contexto do capítulo é sobre a repreensão deles. No Novo Testamento, acha-se apenas no Apocalipse de São João, utilizado como símbolo de satanás.
O Leviatã, a serpente/crocodilo cuspidora de fumaça do livro de Jó, também é considerado um dragão bíblico, embora não seja apresentado como um ser maligno e sim como uma criação de YHWH (Jeová, nome de Deus).
Os dragões nas histórias da cristandade acabaram por adotar esta imagem de maldade e crueldade, sendo como representações do mal e da destruição.
O caso do mais célebre dragão cristão é aquele que foi morto por São Jorge, que se banqueteava com jovens virgens até ser derrotado pelo cavaleiro.
Esta história também acabou dando origem a outro clássico tema de histórias de fantasia: o nobre cavaleiro que enfrenta um vil dragão para salvar uma princesa.

Dragões na América pré-colombiana

Os dragões aparecem mais raramente nos mitos dos nativos americanos, mas existem registros históricos da crença em criaturas "draconídeas".
Um dos principais deuses das civilizações do golfo do México era Quetzalcoatl, uma serpente alada. Nos mitos da tribo Chincha do Peru, Mama Pacha, a deusa que zelava pela colheita e plantio, era às vezes descrita como um dragão que causava terremotos.

O mítico primeiro chefe da tribo Apache (que, segundo a lenda, chamava-se Apache ele próprio) duelou com um dragão usando arco e flecha.
O dragão da lenda usava como arco um enorme pinheiro torcido para disparar árvores jovens como flechas.
Disparou quatro flechas contra o jovem, que conseguiu se desviar de todas.
Em seguida foi alvejado por quatro flechas de Apache e morreu.
No folclore brasileiro existe o Boitatá, uma cobra gigantesca que cospe fogo e defende as matas daqueles que as incendeiam.

Dragões nas lendas européias

Um dragão em uma tapeçaria medieval.
No ocidente, em geral, predomina a ideia de dragão como um ser maligno e caótico, mesmo que não seja necessariamente esta a situação de todos eles.
Nos mitos europeus a figura do dragão aparece constantemente, mas na maior parte das vezes é descrito como mera besta irracional, em detrimento do papel divino/demoníaco que recebia no oriente.

A visão negativa de dragões é bem representada na lenda nórdica ou germânica de Siegfried e Fafnir, em que o anão Fafnir acaba se transformando em um dragão justamente por sua ganância e cobiça durante sua batalha final contra o herói Siegfried.

Nesta mesma lenda também pode ser visto um traço comum em histórias fantásticas de dragões, as propriedades mágicas de partes do seu corpo: na história, após matar Fafnir, Siegfried assou e ingeriu um pouco do seu coração, e assim ganhou a habilidade de se comunicar com animais.
Serpentes marinhas como Jormungand, da mitologia nórdica, era o pesadelo do Vikings; por outro lado, a proa de seus navios eram entalhadas com um dragão para espantá-lo.

Na mitologia grega, também é comum ver os dragões como adversários mitológicos de grandes heróis, como Hércules ou Perseu.
De acordo com uma lenda da mitologia grega, o herói Cadmo mata um dragão que havia devorado seus liderados.
Em seguida, a deusa Atena apareceu no local e aconselhou Cadmo a extrair e enterrar os dentes do dragão.
Os dentes "semeados" deram origem a gigantes, que ajudaram Cadmo a fundar a cidade de Tebas.

Sláine, Cuchulainn e diversos outros heróis celtas enfrentaram dragões nos relatos dos seus povos.
A lenda polonesa do dragão de Wawel conta como um terrível dragão foi morto perto da actual cidade de Cracóvia.

Durante a idade média as histórias sobre batalhas contra dragões eram numerosas.
A existência dessas criaturas era tida como inquestionável, e seu aspecto e hábitos eram descritos em detalhes nos bestiários da Igreja Católica.
Segundo os relatos tradicionais, São Jorge teria matado um dragão.
Muitos povos celtas, por exemplo, possuíam imagens dragões em seus brasões familiares, e há também muitas imagens de dragões como estandartes de guerra desses povos.
Existem lendas e boatos que existem dragoes nas montanhas e florestas Romenas, na região da Transilvânia.

Em Portugal, o dragão mais famoso é a "coca" ou "coca rabixa".
A festa da "coca" realiza-se no dia do Corpo de Deus.
No ano de 2006, o Discovery Channel exibiu um documentário dissertando que os dragões realmente existiram. Seriam a evolução de certos répteis.
O fogo poderia ser expelido pela boca pois havia gás metano junto de demais gases dentro do estômago, assim como nós mesmos temos.

Dragões na cultura moderna

Festival tradicional de dragões em Hong Kong.
Na modernidade, os dragões se tornaram um símbolo atrativo para a juventude.
São criaturas poderosas que dão a ideia de força e controle, ao mesmo tempo que a capacidade de voar remete à ideia de liberdade.
O dragão desenhado no estilo oriental é parte quase obrigatória de logotipos de academias de artes marciais pelos motivos já citados e pela sua ligação com a história dos países asiáticos onde estes esportes surgiram.

Dragões aparecem em várias histórias do gênero fantasia, desde O Hobbit de J.R.R. Tolkien com o dragão Smaug, passando por Conan de Robert E. Howard e chegando a filmes modernos como Reino de Fogo, que descreve um futuro apocalíptico, no qual a humanidade foi massacrada pelos répteis.
O dragão considerado clássico foi imortalizado principalmente pela figura de Smaug, em O Hobbit, livro de J. R. R. Tolkien.
Seguindo o conceito da cultura cristã ocidental, Smaug era um dragão terrível e destruidor, que reunia grandes tesouros em seu covil na Montanha Solitária.
Por ter sido este o romance que praticamente iniciou toda a tradição de literatura fantástica contemporânea, Smaug acabou se tornando o estereótipo do dragão fantástico atual.
Uma célebre série sobre dragões é a série de livros How to Train your Dragon da autora Cressida Cowell.

Outro conto de C.S. Lewis nas Crônicas de Nárnia, mais precisamente em A viagem do Peregrino da Alvorada, conta-se de um dragão o qual Eustáquio encontra praticamente morto, e com ele um tesouro magnífico, Eustáquio sendo muito ganacioso, pegou um bracelete em meio ao magnífico tesouro, e dormiu na toca do Dragão.
Quando acordou no outro dia, pensou que o dragão estava vivo, ou que havia outro dragão, porque ele mesmo tornara-se um dragão, e assim o tesouro mostrara-se amaldiçoado.
Aslam ajuda Eustáquio a voltar ao normal, mostrando assim o contexto cristão da Crônica.
Na história, não explica-se o fato do dragão está morto.

Dando continuidade à mitologia, J. K. Rowling insere dragões em diversos livros de seu bruxo mundialmente célebre, Harry Potter.
O livro em que a autora deixa clara a existência atual destas criaturas é o primeiro livro da série, intitulado "Harry Potter e a Pedra Filosofal".
Nesta obra, um dos personagens, Hagrid, ganha em um bar um ovo de dragão, algo que ele sempre desejara.
O ovo é chocado no fogo e, após um tempo, um dragãozinho rompe a sua casca e recebe de Hagrid o nome de Norbert.
Norbert (ou Norberto na tradução de Lia Wyler) cresce e começa a criar problemas para Hagrid que, enfim, cede à insistência de Harry e seus amigos e doa o dragão a Charlie (Carlinhos), irmão de Rony Weasley que estuda dragões na Romênia.

Na série literária de fantasia As Crônicas de Gelo e Fogo, de George R. R. Martin, os dragões estão extintos há muitos séculos, e eram sinônimo de poder, símbolo de uma das Casas mais tradicionais e poderosas da trama. No fim do primeiro volume da saga, eles renascem sendo uma grande força para a potencial chegada de Daenerys Targaryen ao poder.

Dragões são extremamente populares entre jogadores de RPG.
Na verdade seu nome mesmo aparece no título do primeiro jogo desse gênero - Dungeons and Dragons.
Dragões também são tema recorrente em jogos como Arkanun e RPGQuest.
Os dragões representam, em parte a liberdade e o poder que o Homem deseja atingir.
E ainda não se conseguiu explicar como é que a ideia de uma criatura, com asas, sopro de fogo, escamas e potencialmente mágica, pode chegar a culturas tão distantes e diferentes como a China Antiga ou os maias e os astecas.

Cita-se na obra O ABISMO psicografada pelo médium Rafael Américo Ranieri o termo "filhos do dragão" na narrativa onde seres horripilantes e com aspectos disformes que perderam a forma humana moradores de locais chamados de abismos e sub-abismos, intitulam-se filhos do dragão, pois este seria como o governador deste local inferior.

Dragões para a biologia

Dragão-de-komodo.
Existem também dragões verdadeiros no mundo real.
Não se tratam realmente de dragões como nas concepções míticas comentadas acima, mas sim de diversos seres vivos que, por alguma semelhança qualquer, foram batizados assim em homenagem a estas criaturas mitológicas.
Existe entre os répteis, por exemplo, o gênero Draco usado para designar espécies normalmente encontradas em florestas tropicais, que possuem abas parecidas com asas nos dois lados do seu corpo, usando-as para planar de uma árvore para outra nas florestas.
Existem diversas espécies de peixes, especialmente de cavalos-marinhos, que possuem nomes populares de dragões.
O dragão-de-komodo (Varanus komodoensis), um grande lagarto que pode chegar ao tamanho de um crocodilo, é um carnívoro e carniceiro encontrado na ilha de Komodo, no arquipélago da Indonésia, e ganhou esse nome devido à sua aparência, que remete aos dragões mitológicos.
Acabou se tornando o mais famoso dragão vivente do mundo real.
É a maior espécie de lagarto que existe e este réptil já vivia na face da terra muito tempo antes da existência do homem.
Possui em sua saliva bactérias mortais que tornam inútil a fuga de uma presa após levar uma mordida, pois sobrevém uma infecção rápida e letal que a mata em alguns dias.
Apesar de serem tão letais, um dragão não morre caso se morda, pois seu sistema imunológico possui anticorpos que neutralizam as bactérias que habitam sua boca.

Símbolo

O dragão é atualmente símbolo da China e também foi utilizada como apelido do ex-ator e artista marcial chinês Bruce Lee, mais precisamente "o pequeno dragão".
O dragão é conhecido em Portugal como símbolo de um clube de futebol, o Futebol Clube do Porto.

Dragões na Literatura

Ciclo da Herança

Capa do primeiro livro do Ciclo da Herança, intitulado Eragon
A série de literatura infanto-juvenil Ciclo da Herança, do escritor americano Christopher Paolini, publicado originalmente entre 2002 e 2011, é uma das séries literárias que mais utilizam dragões e toda sua mitologia para desenvolver sua trama, em toda a história da literatura mundial.
Segundo a saga, dividias em quatro livros, os dragões existiam desde sempre no fictício e mágico império de Alagaësia.
Quando, há milhares de anos no passado, um elfo mata uma dragão, estas duas raças — elfos e dragões — entram numa guerra que dura anos e só é finalizada quando um dragão chamado Bid'Daun eclode de seu ovo para o jovem elfo Eragon e juntos convencem ambas as raças a suspenderem o conflito de forma definitiva, forjando um pacto de paz entre elas.

Assim nascem os Cavaleiros de Dragão — para marcar a aliança entre ambas as raças —, mitológicos guerreiros (inicialmente apenas a raça élfica, entretanto, com o passar dos séculos, raça humana também foram aceita para integrar a Ordem dos Cavaleiros), que compartilham com seus respectivos dragões não apenas lealdade mútua, mas também todos os tipos sentimentos e consciencia, sendo o elfo ou humano cavelheiro parte do dragão, assim como o dragão é parte do cavalheiro — e não apenas uma montaria.
Cavaleiro e dragão comunicam em pensamento, podendo compartilhar, mesmo inconscientemente, sentimentos como raiva, dor, felicidade, amor e medo;
Na mitologia criada por Paolini para a saga, os dragões podem ter vários tamanho, várias cores, maneiras de atacar e hábitos alimentos diferentes, dependendo da descendência, habitat e da raça.
Na história, há dois tipos de dragão:
  • Selvagem: Ou seja, não aceita ordens, pode ser feroz e arredio.
  • Doméstico: Ligado a um cavaleiro, pode atingir um nível de civilização, mas sem perder as caracteritiscas selvagens naturais de sua raça.
Na saga, são necessários 36 meses para que o ovo possa eclodir de um "dragão selvagem", mas no caso de um "dragão doméstico", ele espera no ovo até que sinta que quem o tem nas mãos é a pessoa certa para se tornar seu cavaleiro.
Ao primeiro toque entre ambos, forma-se uma marca na palma direita do cavaleiro — a chamada Gedwëy ignasia. Seis meses é o tempo que demora até um dragão atingir a fase adulta, na história de Paolini.
Na saga, o escritor americano manteve aspectos comumente associados à dragões: em suas histórias, todos eles têm escamas, uma língua áspera e cospem fogo, e os seus pontos fracos são as asas, a área do ventre e a garganta. São belos, altivos, inteligentes, mágicos, grandes, poderosos e ferozes.


As Crônicas de Gelo e Fogo

A Série literária As Cronicas de Gelo e Fogo escritor americano George R. R. Martin tem como princípio mitológico a existência de dragões.
Os Dragões remetem à magia do mundo, porém no início das Cronicas, no livro A Guerra dos Tronos, os dragões haviam desaparecido há centenas de anos, estavam todos desaparecidos.
Segundo as histórias contadas no início da saga, os dragões foram remanescentes à Casa Targaryen, cujo símbolo é um Dragão de três cabeças de cor vermelha sobre fundo negro.
Os dragões foram usados por Aegon, o Conquistador, para que a Casa Targaryen transformasse seis dos Sete Reinos em um só, contando com a ajuda dos mais poderosos dragões segundo sua mitologia. Vhagar, Meraxes e Balerion, o Terror Negro foram usados por Aegon e as duas irmãs durante a Guerra da Conquista e levaram fogo e morte a Westeros, dando a vitória aos Targaryen.
No final do primeiro livro os dragões renascem quando a última Targaryen, Daenerys, entra numa pira de fogo com os três ovos de dragão que havia ganhado como presente de casamento com Khal Drogo.
A eles dá os nomes de Rhagar, Viserion e Drogon e então o livro termina.
Nos livros seguintes seus dragões crescem.

Bibliografia

  • "A Origem das Espécies", Charles Darwin. Editora Itatiaia.
  • "Draconomicon", Andy Collins, Skip Williams. Wizards.
  • "Enciclopédia dos Monstros", Gonçalo Junior. Ediouro.
  • "Estudos Alquímicos", C.G.Jung. Editora Vozes.
  • "Arkanun", Marcelo Del Debbio. Daemon Editora.
  • "Religiões do Mundo", Brandon Toropov. Madras Editora.
  • "Eragon", Christopher Paolini. Editora Rocco Jovens Leitores.
  • "O Guia da Alagaësia de Eragon". Editora Rocco Jovens Leitores.








Clash of the Titans by *wallace

Dragon by *Chase-SC2

Blue Dragon by *Amisgaudi

First Lesson by *kerembeyit

Far in the direction by ~EastMonkey

dragon by *sandara

Razors Edge by *JasonEng

Waiting for snow to fall by *ShadowUmbre

Undead Dragon by ~nJoo


The First Line of Defense by Bob Chiu


FALL by *wallace

Tranquility by *KaceyM

meian commission by *GunnerRomantic

The Dragons of Ordinary Farm by *kerembeyit

dragon hurlant by ~rinpoo-chuang

Dragon Rival by *el-grimlock

Legendary Boon by *kerembeyit

Quetzalcoatl – Kukulcan by *GENZOMAN

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Animais recebem Assistência Espiritual?


Assim como Emmanuel nos esclarece em um de seus livros a missão que os humanos têm com relação aos nossos irmãos menores, que são os animais, também recebemos através de espíritos superiores desta legião informações sobre a vida espiritual de nossos irmão menores.
 
“Sem dúvida, também a zoologia merece o zelo da esfera invisível, mas é indispensável considerarmos a utilidade de uma advertência aos homens, convidando-os a examinar detidamente seus laços de parentesco com os animais dentro das linhas evolutivas, sendo justo que procurem colocar os seres inferiores da vida planetária sob seu cuidado amigo.
 
Os reinos da natureza, aliás, são o campo de operação e trabalho dos homens, sendo razoável considerá-los mais sob a sua responsabilidade direta que propriamente dos espíritos, razão porque responderão perante as leis divinas pelo que fizerem em consciência com os patrimônios da natureza terrestre” (EMMANUEL).

Nesta pátria terrena, em vossas jornadas estão vós designados a ajudar, zelar e promover a evolução contínua diante nossos irmãos animais, elementais e todos outros seres dos reinos da natureza.
 
Podem ter a certeza que quando algum destes espíritos desencarnam, parte a um novo ciclo evolutivo em pátrias distantes ou retornam a pátria terrena, possuem toda ASSISTENCIA ESPIRITUAL, assim como vós humanos.
 
Assistência esta regida e amparada por desígnios cármicos não aos animais mas á aqueles que os receberão em responsabilidade por missão de amor e caridade para vivenciar junto destes, um ciclo evolutivo conjunto, onde cada um de vós recebe esta missão como forma aprendizado e méritos para vossa evolução e crescimento espiritual, regidos por vossos livre arbítrios e responsabilidades por aqueles que a vós foram confiados vossos cuidados.
 
Os espíritos zoófilos possuem a missão de assistirem nossos irmãos em seu desencarne, recebendo-os no plano espiritual e cuidando deles, diante todas suas necessidades de entendimento e aprimoramento para os novos ciclos evolutivos que se sucedem em suas jornadas.
 
Assim como os humanos há vários relatos psicografados por espíritos superiores e idôneos nos garantindo e demostrando que o trabalho de assistência se dá por continuo no plano espiritual, nossos animaizinhos recebem todo carinho e atenção de espíritos preparados a encaminha-los e prepara-los para novas jornadas assim como também passam a conviver com outros animais desencarnados que passam pelo mesmo processo na pátria espiritual.
 
Almas nobres e puras, jamais seriam desamparadas por Deus em momento algum de vossas trajetórias.
 
Muitas vezes passaram por desencarnes trágicos e violentos, então possuem atendimento especializado possibilitando melhor recuperação de seu períspirito, assim como os humanos, possuem hospitais e instalações adequadas a seus tratamentos e atendimentos conforme a necessidade individual de cada espirito.
 
Os espíritos animais mesmo encarnados possuem seus mentores e guias que zelam por eles estando encarnados ou desencarnados, sob quaisquer condições sempre estão sendo assistidos e à medida que eles vão evoluindo, o atendimento vai tendendo à individualização.
 
Afirmamos coerentemente que diante ao reencarne dos animais são estabelecidos laços duradouros de existência, amor incondicional e estados mútuos de ajuda evolutiva, diante exemplos em relações nas quais muitos animais até mesmo podem modificar os caminhos e o livre arbítrio de encarnados quando comovidos e entendedores de vossas existências em vossas relações familiares por elos eternos de ligação espirituais superiores que para qualquer encarnado desentendido espiritualmente jamais teriam sentido algum.
 
A finalidade da assistência espiritual aos nossos irmãos menores, é de ajuda-los a cada dia mais e mais para estarem aptos a vos seguirem, e junto de vos evoluírem aprimorando a vivencia e as relações nesta pátria ainda tão pobre de entendimentos e relações espirituais nobres e incondicionais.
Por isso vale a pena cada dia repensar vossas atitudes diante cada ato e cada pensamento em relação a aqueles que tão nobremente vos seguem e guardam.
 
Necessitam vós deles assim como eles necessitam de vós.
 
E nessa troca mútua é que ocorre a perfeição Divina de podermos nós, vós e eles coexistirmos em um eternidade plena de HARMONIA, PAZ e LUZ.
Alice 14/11/2010
 

A espiritualidade dos animais de estimação

 
A ligação entre um animal de estimação e sua / seu cuidador é frequentemente forte e profundo. Animais ressoam conosco de uma forma profunda o que poucos humanos conseguem.
Isto é devido ao fato de que os animais não têm um ego.
Eles não têm “coisas” no caminho do seu amor e sua ligação com o Divino.
Eles amam incondicionalmente .. e estão constantemente fazendo serviços para nós, de formas que muitas vezes não reconhecemos.
Podemos alimentá-los, prepará-los, levá-los ao veterinário para vacinas, e em troca eles acalmam nossas almas de uma forma sutil, mas perceptível.
Quanto mais estamos abertos aos dons espirituais que nossos animais de estimação trazem para nós, mais eles podem compartilhar seus dons.
Os animais são uma grande bênção para as pessoas que fazem trabalhos de cura.
Curadores amam os seus talentos e a alegria que esses talentos trazem para os outros, mas eles muitas vezes se sentem drenados por uma falta de energia recíproca.
Eles se doam muito e não receberem tanto de volta.
Animais, pela sua natureza, transmutam a energia desarmônica de stress.
Eles são como faxineiros espirituais que entram em nossa consciência e enxugam as gotas do tumulto emocional derramado que o dia deixa para trás.
A comunidade científica valida este conceito.
Estudos têm sido feitos que mostram que pessoas com um animal de estimação se recuperam mais rapidamente de uma operação, ou que os donos idosos de animais vivem vidas mais longas e saudáveis ​​do que os que não os possuem.

 
A consciência do ser humano é espelhada pela consciência do animal.
Quando estamos prestes a dar um salto na consciência, um animal pode entrar em nossa vida para representar essa mudança e para ajudar nessa transição.
Se já temos animais de estimação e estamos passando por uma transição, por vezes, o animal pode ter um problema de saúde, pode fugir ou até mesmo morrer.
Enquanto pesquisava para este artigo, eu encontrei informações fascinantes sobre a evolução dos animais nos escritos de Paramahansa Yogananda.
O Hindu metafísico afirma: “A atenção, intuição e evolução dos animais pode ser acelerada através de treinamento por uma pessoa intuitiva.
Ouça os sons diversos proferidas por diferentes animais quando estão felizes, agitados, ou ciumentos, e você vai gradualmente ser capaz de interpretá-los e usá-los para conversar com os animais e ajudá-los a acelerar sua evolução.
Telepatia mental pode, de fato, ser estabelecida entre seres humanos e seus animais de estimação.
Companhia humana pode acelerar a intuição dos animais e, assim, acelerar sua evolução.
Lembre-se que Deus está em tudo.”
Se você é uma pessoa metafisicamente orientada, você pode confiar que a alma de seu animal de estimação foi dirigida para você, a fim de se beneficiar de seu nível de consciência.
A energia do animal está sendo levantada, talvez porque quer dar o salto de uma espécie para a outra em sua próxima encarnação.
Você está apoiando esse animal na preparação para o salto.
Em troca, seu animal de estimação está lhe servindo incansavelmente em um nível subconsciente.
Há um equilíbrio natural e harmonioso maravilhoso que existe entre vocês dois.
 
 
Uma vez que os animais nos ajudam a transmutar nossa infelicidade e negatividade, animais de estimação nos ajudam a tornar-se uma pessoa de maior qualidade.
Quando estamos receptivos e conscientes do trabalho subconsciente que nossos animais de estimação estão fazendo, vamos estar mais dispostos a servir e cuidar deles, o que ajuda a acelerar a sua evolução da alma.
É uma situação ganha-ganha.
Isso não é dizer que os humanos sejam uma espécie superior, mas todos nós já conhecemos animais que são quase humanos, como se estivessem na linha divisória entre as espécies.
Alguns animais tem o desejo de ter a experiência da alma do ser humano – e podemos ajudar os animais com esse desejo.
Nós, por nossa vez, temos muito a aprender com nossos amigos animais.
Os seres humanos têm um ego mais desenvolvido do que os animais, e é óbvio que o nosso ego pode nos ajudar ou nos prejudicar.
Devemos usar nossa força de vontade sabiamente.
Aprendemos a ser humildes na presença de animais, para tornarmos mais amáveis e menos egoístas. Através de nossos animais de estimação, podemos aprender a aproveitar a energia do nosso ego para realizar ações positivas e construtivas.
Fonte: waking times

A Espiritualidade nos Animais



 


Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.

(Artigo 1º. da Declaração Universal dos Direitos do Animal, proclamada na UNESCO em 15 de outubro de 1978)


O espiritismo retirou da mediunidade todo o aparato místico e sobrenatural que sempre a cercou desde a Antiguidade, dignificou a mulher colocando-a lado a lado com o homem, atribuindo-lhe direitos que sempre lhe foram negados e resgatou a dignidade dos animais, situando-os em um processo evolutivo onde o princípio inteligente, “do átomo ao arcanjo”, se elabora e se autoconstrói.

Na cultura ocidental os animais não têm transcendência, não têm alma a ser salva ou condenada. Nunca tiveram o direito à imortalidade, atributo exclusivo dos seres humanos.

De um lado a ciência, que rejeita as emoções e a espiritualidade e de outro, a religião, que não aceita a sua transcendência e nega aos animais o direito à vida pós-morte.

Já para o espiritismo os animais possuem uma alma, um princípio inteligente ou espiritual individualizado, que reencarna, evolui, progride e traz em si mesmo, como todo princípio inteligente, as potencialidades intelecto-morais e psíquicas vindouras.

O espiritismo não aceita a metempsicose — a reencarnação dos espíritos em corpos animais — mas considera que há um fio evolutivo de continuidade entre o reino animal e o hominal, chamado pelo cientista espírita francês Gabriel Delanne de Evolução Anímica.

Gustave Geley, pensador metapsíquico, simpatizante do Espiritismo, escreveu uma obra magistral, Do Inconsciente ao Consciente, onde chama a alma dos animais de Dinamopsiquismo Essencial, que entra em um processo evolutivo que ele denominou de Evolução Dínamo-Genética, conceito que o sociólogo espírita portenho Manuel S. Porteiro aplicou na compreensão dos processos históricos à luz do espiritismo.

Para o espiritismo, “os animais, também compostos de matéria inerte e igualmente dotados de vitalidade, possuem, além disso, uma espécie de inteligência instintiva, limitada, e a consciência de sua existência e de suas individualidades”. (O Livro dos Espíritos, questão 585).

Segundo a filosofia espírita, a evolução humana se inicia no nível da simplicidade moral e da ignorância intelectual, mas é antecedida por estágios evolutivos nos reinos inferiores da criação, do mineral às plantas, das plantas aos animais e dos animais ao reino hominal.

Como dizia Léon Denis, o espírito dorme no mineral, sonha no vegetal, se agita no animal e acorda no reino hominal.

“Querem uns que o homem seja um animal e outros que o animal seja um homem.”

Animal é animal, homem é homem.
“Os animais não são simples máquinas, como supondes.
Contudo, a liberdade de ação, de que desfrutam, é limitada pelas suas necessidades e não se pode comparar à do homem”.

É o que vemos em O Livro dos Espíritos.

606.

Donde tiram os animais o princípio inteligente que constitui a alma de natureza especial de que são dotados?
“Do elemento inteligente universal.”

a) - Então, emanam de um único princípio a inteligência do homem e a dos animais?
“Sem dúvida alguma, porém, no homem, passou por uma elaboração que a coloca acima da que existe no animal.”


607.

Dissestes (190) que o estado da alma do homem, na sua origem, corresponde ao estado da infância na vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e se ensaia para a vida.
Onde passa o Espírito essa primeira fase do seu desenvolvimento?
“Numa série de existências que precedem o período a que chamais Humanidade.”



600.
Sobrevivendo ao corpo em que habitou, a alma do animal vem a achar-se, depois da morte, num estado de erraticidade, como a do homem?

“Fica numa espécie de erraticidade, pois que não mais se acha unida ao corpo, mas não é um Espírito errante.

O Espírito errante é um ser que pensa e obra por sua livre vontade.
De idêntica faculdade não dispõe o dos animais.
A consciência de si mesmo é o que constitui o principal atributo do Espírito.
O do animal, depois da morte, é classificado pelos Espíritos a quem incumbe essa tarefa e utilizado quase imediatamente.
Não lhe é dado tempo de entrar em relação com outras criaturas.”


O cientista espírita italiano, Ernesto Bozzano, de forma inédita, pesquisou dezenas de casos de materializações de animais, demonstrando que a alma desses seres sobrevive ao corpo e desfruta, momentaneamente, de uma quase erraticidade.
Esse quase significa um tempo bem inferior ao dos espíritos, dotados de livre-arbítrio, com plena consciência de si mesmos e com um fator diferenciado em seus processos mentais, o que o espírito André Luiz denominou de pensamento contínuo.
O que nos leva a concluir que no mundo extra físico não há manadas de elefantes, matilhas de cães ou uma alcatéia de lobos.

O princípio inteligente encarnado nos animais traz em si todas as potencialidades morais e intelectuais.

Tem, em estado rudimentar, conforme o nível de progresso que haja realizado, a afetividade, a inteligência e a moralidade em estado de gérmen, tanto quanto o psiquismo desenvolvido de acordo com a necessidade.
Quem convive com eles sabe que demonstram, ainda que de forma rudimentar, emoções que seriam próprias dos humanos.
Expressam ciúme, alegria, tristeza, medo e uma série de emoções conforme o seu nível evolutivo.


A ciência admite que os animais têm uma inteligência rudimentar, também conforme as suas necessidades.

Mas rejeita, ainda, a idéia de que possuam emoções.
Há um preconceito científico, paradigmático, em relação a essa questão.
A acusação de antropomorfismo é inevitável em pesquisas que objetivem a evidência de que eles possuam emoções semelhantes às humanas.
Portanto, a existência de um psiquismo, de uma transcendência espiritual, de uma alma nos animais, ainda está muito longe de ser admitida pela ciência.

Pesquisas recentes sobre a existência de emoções nos animais tentam superar o preconceito acadêmico do antropomorfismo.

Essas pesquisas apontam para um caminho que possivelmente venha a admitir a existência de espiritualidade nos animais.
Espiritualidade significa a posse de uma dimensão espiritual que sobreviva e transcenda à matéria, que tenha um caráter espiritual, relativo ao espírito, à existência de um princípio espiritual.
Isso a ciência rejeita de forma radical.

Essa visão transcendental que o espiritismo oferece na compreensão da vida animal tem um profundo sentido ético que deverá ser aplicado não somente no convívio com essas belas criaturas, no grande ecossistema terrestre, mas também na legislação.

Documentos como a Declaração Universal dos Direitos do Animal, proclamada na UNESCO em 15 de outubro de 1978, apontam para um comportamento que dignifica os animais, atribuindo-lhes direitos que sempre foram negados.
O nível evolutivo de uma civilização também se mede pelo tratamento dado a esses bichinhos que nos encantam, nos seduzem e que contribuem para tornar a nossa vida mais bela.

Eugenio Lara, arquiteto e designer gráfico, é fundador e editor do site PENSE - Pensamento Social Espírita, membro-fundador do CPDoc - Centro de Pesquisa e Documentação Espírita, expositor do Centro Espírita Allan Kardec, de Santos e do Instituto Cultural Kardecista de Santos.

Por Eugenio Lara.


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Os Animais tem mediunidade?
























A questão da mediunidade nos animais apareceu no tempo de Kardec e foi objeto de estudos e debates na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
Tanto os Espíritos,quanto Kardec e a Sociedade Espírita consideraram o assunto como sem fundamento.
O animal pode ser considerado como o último elo da cadeia evolutiva que culmina no homem. Depois da Humanidade inicia-se um novo ciclo da evolução com a Angelitude (Reino Espiritual). Não há descontinuidade na evolução.
Tudo se encadeia no Universo, como acentuou Kardec.

A teoria doutrinária da criação dos seres, isto é, a Ontogênese Espírita (do grego: onto é ser; logia é estudo) revela o processo evolutivo a partir do reino mineral até o reino hominal.
Léon Denis a divulgou numa sequência poética e naturalista: “A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem“.

Entre cada uma dessas fases existem faixas intermediárias , nas quais o ser guarda características da fase que está deixando, incorporando-se à próxima, sem que esteja plenamente caracterizado.
Assim, a teoria espírita da evolução considera o homem como um todo formado de espírito e matéria.
A própria evolução á apresentada como um processo de interação entre esses dois elementos.

Cada fase, definida num dos reinos da Natureza, caracteriza-se por condições próprias, como resultantes do desenvolvimento de potencialidades dos reinos anteriores.
Só nas zonas intermediárias, que marcam a passagem de uma fase para a outra, existe misturas das características anteriores com as posteriores.
Por exemplo: entre o reino vegetal e o reino animal, há a zona dos vegetais carnívoros; entre o reino animal e o reino hominal, há a zona dos antropóides.
A teoria da evolução se confirma na pesquisa científica por dados evidentes e significativos.

A caracterização específica de cada reino define as possibilidades de cada um deles e limita-os em áreas de desenvolvimento próprio.
A pedra não apresenta sinais de vida, embora em seu núcleo estrutural intensa atividade esteja se processando nas forças de atração; o vegetal tem vida e sensibilidade, o animal acrescenta às características da planta a mobilidade e os órgãos sensoriais específicos, com inteligência em processo de desenvolvimento.

Somente no homem todas essas características dos reinos naturais se apresentam numa síntese perfeita e equilibrada, com inteligência desenvolvida, razão e pensamento contínuo e criador.
Mas a mais refinada conquista da evolução, que marca o homem com o endereço do plano angélico (Reino Espiritual) é a Mediunidade.

Função sem órgão, resultante de todas as funções orgânicas e psíquicas da espécie, a Mediunidade é a síntese por excelência, que consubstancia todo o processo evolutivo da Natureza.
Querer atribuí-la a outras espécies que não a humana é absurdo, uma vez que mediunidade requer processo de sintonia impossível de acontecer no pensamento fragmentado do animal.

Por isso, todos os que querem encontrá-la nos animais a reduzem a um sistema comum de comunicação animal, desconhecendo-lhe a essência para só encará-la através dos efeitos.
O ponto de máximo absurdo nessa teoria da mediunidade nos animais é a aceitação de “incorporação” de espíritos humanos em animais.

As comunicações mediúnicas são possíveis somente no plano humano.
A Natureza emprega os processos das formas no desenvolvimento das espécies animais e no crescimento das criaturas humanas, sempre no âmbito de cada espécie e segundo as leis das lentas variações da formação dos seres.

Jamais o Espiritismo admitiu os excessos de imaginação que o fariam perder de vista as regras do bom senso e a firmeza com que avança na conquista dos mais graves conhecimentos de que a Humanidade necessita para prosseguir na sua evolução moral e espiritual.
As pesquisas parapsicológicas atuais demonstram a percepção extra-sensorial no animal que lhes permite perceber (enxergar, ouvir) vibrações de ondas não passíveis de serem captadas pelo sensório humano.

Certas faculdades dos animais são agudas como a visão na águia e no lince, a do olfato e da audição nos cães, a da direção nas aves e animais marinhos; faculdades estas desenvolvidas na medida das necessidades de sobrevivência de certas espécies.

As nossas faculdades correspondentes são menos acentuadas, porque já possuímos outros meios para aferir a realidade, usando faculdades superiores de que temos maior necessidade no campo da evolução espiritual.

A percepção extra-sensorial é muito difundida no reino animal, e os espíritos incumbidos de zelar por esse reino, em certos casos podem excitar suas percepções para atender a circunstâncias especiais.
Os casos de animais que se recusam a passar num trecho da estrada porque este é assombrado – segundo lendas, nada tem que ver com a mediunidade.

Muitas vezes o animal se recusa porque percebeu não um espírito, mas sim a presença de uma serpente no mato.

Na Revista Espírita, Junho de 1860, pg 179, no artigo – O Espírito e o Cãozinho – é relatado o caso de um cão que percebia a presença do Espírito de seu dono, desencarnado havia pouco.
É perguntado ao Espírito do rapaz por que meios o cão o reconhece, e ele responde:

“A extrema finura dos sentidos do cão”.
Posteriormente o Espírito Charles comunica-se explicando:
“A vontade humana atinge e adverte o instinto dos animais, sobretudo dos cães, antes que algum sinal exterior o revele.
Por suas fibras nervosas o cão é colocado em relação direta conosco, Espíritos, quase tanto quanto com os homens: percebe as aparições; dá-se conta da diferença existente entre elas e as coisas reais ou terrenas, e lhes tem muito medo”.
“(…) Acrescentarei que seu órgão visual é menos desenvolvido do que as suas sensações; ele vê menos do que sente; o fluido elétrico o penetra quase que habitualmente”.
Desse modo, compreendemos que o cão percebe a presença de Espíritos, não através da mediunidade, mas através da percepção peculiar acentuada e por ser, em princípio, constituído do mesmo fluido que os Espíritos.
Outros casos comentados são as aparições de animais – fantasmas.
Na Revista Espírita – Maio de 1865, pg 125 a 129, é relatada a aparição de uma cachorra chamada Mika.
Será que o princípio inteligente, que deve sobreviver nos animais como no homem, possuiria, em certo grau, a faculdade de comunicação como o Espírito humano?
Posteriormente, é recebida a seguinte comunicação de um Espírito, sobre o assunto (transcrevemos parte dela):
“(…) Assim, a manifestação pode dar-se, mas é passageira, porque o animal para subir um degrau, necessita de um trabalho latente que aniquila, em todos, qualquer sinal exterior de vida. Esse estado é a crisálida espiritual, onde se elabora a alma, perispírito informe, não tendo nenhuma figura reprodutiva de traços (…)“.
“(…) que o animal, seja qual for, não pode traduzir seu pensamento pela linguagem humana, suas idéias são apenas rudimentares; para ter a possibilidade de exprimir-se como faria o Espírito de um homem, ele necessitaria ter idéias, conhecimentos e um desenvolvimento que não tem, nem pode ter. Tende, pois,como certo, que nem o cão, o gato, o burro, o cavalo ou o elefante, podem manifestar-se por via mediúnica.
Os Espíritos chegados ao grau da humanidade, e só eles, podem fazê-lo, e ainda em razão do seu adiantamento porque o Espírito de um selvagem não vos poderá falar como o de um homem civilizado”.
As manifestações de fantasmas-animais não são naturalmente conscientes como as de criaturas humanas, mas são produzidas por entidades espirituais interessadas nessas demonstrações, seja para incentivar o maior respeito pelos animais na Terra, seja por motivos científicos.
Continuando nossa análise, recorremos aos capítulos XIX e XXII de O Livro dos Médiuns e juntos, analisemos fatores que nos permitam compreender o papel dos médiuns nas comunicações, excluindo assim a possibilidade dos animais serem médiuns.
O Livro dos Médiuns,
  • cap XIX – Papel dos Médiuns nas Comunicações;
  • Cap XXII – Da Mediunidade nos animais, q.236
”(…) que é um Médium?
É o ser, é o indivíduo que serve de traço de união aos Espíritos para que estes possam comunicar-se facilmente com os homens, Espíritos encarnados.
Por conseguinte, sem médium, não há comunicações tangíveis, mentais, escritas, físicas, de qualquer natureza que seja”.
“(…) os semelhantes agem através de seus semelhantes e como os seus semelhantes.
Ora, quais são os semelhantes dos Espíritos, senão os Espíritos, encarnados ou não? (…) o vosso perispírito e o nosso procedem do mesmo meio, são de natureza idêntica, são, numa palavra, semelhantes.
Possuem uma propriedade de assimilação mais ou menos desenvolvida, de magnetização mais ou menos vigorosa, que nos permite aos Espíritos e aos encarnados entrar facilmente em relação.
Enfim, o que pertence especificamente aos médiuns, à essência mesma de sua individualidade, é uma afinidade especial, e ao mesmo tempo, uma força de expansão particular, que anulam neles toda possibilidade de rejeição, estabelecendo entre eles e nós, uma espécie de corrente ou fusão, que facilita as nossas comunicações.
É, de resto, essa possibilidade de rejeição, própria da matéria, que se opõe ao desenvolvimento da mediunidade, na maior parte dos que não são médiuns”.
“(. ..) o fogo que anima os irracionais, o sopro que os faz agir, mover, e falar na linguagem que lhes é própria, não tem quanto ao presente, nenhuma aptidão para se mesclar, unir, fundir com o sopro divino, a alma etérea, o Espírito em uma palavra, que anima o ser essencialmente perfectível: o homem (…)“.
“(…) não mediunizamos diretamente nem os animais, nem a matéria inerte. Precisamos sempre do concurso consciente ou inconsciente, de um médium humano, porque precisamos da união de fluidos similares, o que não achamos nem nos animais nem na matéria bruta”.

O Sr. T…, diz-se, magnetizou o seu cão.
A que resultado chegou?
Matou-o, porquanto o infeliz animal morreu, depois de haver caído numa espécie de atonia, de langor, conseqüência de sua magnetização.
Com efeito, saturando de um fluido haurido numa essência superior à essência especial da sua natureza de cão, ele o esmagou, agindo sobre ele, embora mais lentamente, à semelhança do raio. Assim, não havendo nenhuma possibilidade de assimilação entre o nosso perispírito e o envoltório fluídico dos animais, propriamente ditos, nós os esmagaríamos imediatamente ao mediunizá-los.

”(…)sabeis que tiramos do cérebro do médium os elementos necessários para dar ao nosso pensamento a forma sensível e apreensível para vós.
É com o auxílio dos seus próprios materiais que o médium traduz o nosso pensamento em linguagem vulgar. Pois bem: que elementos encontraríamos no cérebro de um animal?
Haveria ali palavras, números, letras, alguns sinais semelhantes aos que encontramos no homem, mesmo o mais ignorante?
Entretanto, direis, os animais compreendem o pensamento do homem, chegam mesmo a adivinhá-lo. Sim, os animais amestrados compreendem certos pensamentos, mas já os vistes reproduzi-los?
Não.
Concluí, pois, que os animais não podem servir-nos de intérpretes”.
Resumindo: os fenômenos mediúnicos não podem produzir-se sem o concurso consciente ou inconsciente dos médiuns, e é somente entre os encarnados, Espíritos como nós, que encontramos os que podem servir-nos de médiuns.

Quanto a ensinar cães, pássaros e outros animais, para fazerem estes ou aqueles serviços, é problema vosso e não nosso. – ERASTO”

Assim concluímos ser a Mediunidade uma faculdade natural do Espírito.

Querer encontrá-la nos animais significa não entender seu mecanismo, finalidade e função, ignorando-lhe a essência para só encará-la através dos efeitos.

Os principais elementos que permitem o desabrochar dessa faculdade só apareceram no homem: a sensibilidade aprimorada ao extremo das possibilidades materiais, o psiquismo requintado e sutil, a afetividade elaborada aos impulsos da transcendência, a vontade dirigida por finalidades superiores, a mente racional e perquiridora , a consciência discriminadora e analítica, o juízo disciplinador e avaliador que avalia a si mesmo, a memória arquivada nas profundezas do inconsciente, o pensamento criador e dominador do espaço e do tempo, a intuição inata de Deus como o selo vivo e atuante do Criador na criatura.


BIBLIOGRAFIA:
1. KARDEC, Allan - O Livro dos Médiuns: 2.ed. São Paulo:FEESP, 1989 - Cap. XIX e XXII
2. KARDEC, Allan - O Livro dos Espíritos: ed. especial São Paulo:EME, 1997 - Cap. XI q. 592 a 613
3. KARDEC, Allan – Revista Espírita: Sobradinho-DF: EDICEL,

  • Junho de 1860 – O Espírito e o Cãozinho
  • Julho de 1861 – Papel dos médiuns nas comunicações, Erasto e Timóteo
  • Agosto de 1861 – Os animais médiuns, Erasto
  • Setembro de 1861 – Carta do Sr Mathieu sobre mediunidade das aves
  • Maio de 1865 – Manifestação do Espírito dos animais
4. PIRES, J. Herculano - Mediunidade: 2. ed. São Paulo: PAIDÉIA, 1992 - Cap XI, Mediunidade Zoológica
http://www.cebatuira.org.br/EstudodaMediunidade/mediunidade_018.htm