segunda-feira, 2 de julho de 2012

Adeus, aves tropicais: até 900 espécies podem ser extintas em breve

Segundo um novo estudo, até 900 espécies de aves terrestres tropicais que vivem ao redor do mundo poderiam se extinguir até 2100.

A descoberta baseia-se nos efeitos do aumento de 3,5 graus Celsius na temperatura da superfície da Terra.

As espécies podem ter dificuldades em se adaptar à perda de habitat e eventos climáticos extremos.

Espécies de montanhas, costas, faixas restritas e espécies incapazes de chegar a altitudes mais elevadas podem ser as mais afetadas.

Dependendo da perda de habitat futura, cada grau de aquecimento da superfície poderia afetar entre 100 a 500 espécies.

E o maior problema é que a maioria das espécies no mundo são altamente sedentárias (essas espécies não migram quando encontram um problema climático).

As espécies de montanhas tropicais estão entre as mais vulneráveis.

Algumas espécies de aves terão que ser capazes de se adaptar fisiologicamente às mudanças de temperatura e mover-se para grandes altitudes se quiserem sobreviver.

Espécies de florestas mais frias e úmidas poderiam recuar para montanhas e assentamentos humanos em altitudes mais elevadas, e o habitat da floresta seria “empurrado” para montanhas, o que criaria “uma escada rolante à extinção”.

Espécies costeiras também são vulneráveis .

A floresta costeira pode ser sensível à salinidade, e pode ser afetada por furacões e tufões, eventos que devem aumentar.

Aves em extensas florestas de várzea com poucas montanhas em lugares como a Amazônia e as bacias do Congo podem ter dificuldade para se mudar, enquanto aves tropicais em habitats abertos, como cerrado, campos e deserto verão seus habitats encolhendo.

Aves tropicais em zonas áridas são consideradas resistentes às condições quentes e secas, mas poderiam sofrer se fontes de água secassem.

O melhor cenário
O estudo analisou como os tangarás, dos quais existem 45 espécies na região neotropical, iriam enfrentar as mudanças climáticas.

Os resultados mostraram que tangarás limitados aos habitats de várzea da Amazônia e cerrado no Brasil seriam os mais afetados, pois poderiam perder até 80% de seu habitat, com 20% das espécies do cerrado se extinguindo.

No geral, as aves são um dos grupos de animais menos ameaçados pela mudança climática: ou seja, eles são o melhor cenário possível dessa mudança.

Os resultados tendem a ser muito piores para todos os outros grupos de animais.

Sendo assim, os cientistas dizem que precisamos planejar áreas protegidas com altitudes mais elevadas e deixar espaço para espécies ameaçadas de extinção nessas áreas de maior elevação.

É preciso também monitorar o que está acontecendo com as espécies, para que possamos responder de forma adequada quando o verdadeiro problema ocorrer.
[BBC]

Engenharia genética: Tomate roxo contra o câncer

tomate roxo


Um tomate roxo, fruto da engenharia genética, conseguiu prevenir câncer em ratos.

Ele foi feito para conter nutrientes mais comumente encontrados em amoras escuras.

A descoberta publicada na revista científica Nature Biotechnology dá impulso à idéia que plantas podem ser geneticamente modificadas para tornar as pessoas mais saudáveis.

Ratos com propensão ao câncer viveram mais quando comiam o tomate do que com uma alimentação sem o fruto.

O estudo foi financiado pelo governo britânico.

Um dos biólogos disse que o efeito foi muito maior do que o esperado.

O estudo focou no antioxidante antocianina, encontrado em amoras silvestres e outro tipo de amora chamada de blackcurrants, em inglês.

Os roedores mostraram que o tomate pode prevenir o câncer e algumas doenças neurológicas.

Um gene encontrado na flor da boca-de-dragão fez com que os tomates fabricassem antocianina e deixasse o tomate roxo no processo.

Testes em humanos ainda estão longe de acontecer, mas as descobertas apóiam a idéia de que mudanças na dieta, ou alguns de seus componentes específicos, podem melhorar a saúde de animais e possivelmente a nossa.

 [Reuters]

Belíssimo caranguejo roxo é descoberto


Quatro espécies novas de caranguejos coloridos (do gênero Insulamon) foram descobertas na ilha Palawan, Filipinas.

Mas as espécies endêmicas recém descobertas são ameaçadas pela mineração na região, um dos pontos com mais biodiversidade do planeta, segundo cientistas do Instituto de Pesquisa Senckenberg, na Alemanha, e da Universidade De La Salle, nas Filipinas.

“As quatro espécies descobertas vivem exclusivamente na ilha de Palawan”, explica o coordenador do estudo, Hendrik Freitag, de Senckenberg. Portanto, a menor mudança no ambiente pode levar à extinção dos animais.

Os cientistas acreditam que tais pesquisas possam servir de instrumentos de pressão para que o governo filipino preserve algumas dessas áreas, que sofrem imensamente pela ação de mineradoras.

[MSNBC]

Imagens incríveis – filhotes muito fofos de animais exóticos

Se você quer alegrar seu dia, porque não se animar com fotos incríveis de bebês animais nascidos ao redor do mundo que, além de exóticos, são muito fofos?


Confira:

Tai & Pip, os bebês pandas do Zoológico Edmonton








Amani, o bebê Aardvark, do Zoológico de Detroit – os Aardvark são uma espécie de tamanduá africano.



O pequeno leopardo, do Museu Nacional d’Histoire Naturelle




A “frogmouth” Hoover, do Sea World – muitas pessoas consideram frogmouths (bocas-de-sapo) corujas, mas elas são outra espécie de ave.



Monifa, o hipopótamo pigmeu do Zoológico de Taronga



Pinguins gentoo, do Sea World


O gorila Hasani, do Zoológico de São Francisco (EUA)



Menari, o orangotango da Sumatra






Bella, a beluga, do Aquário de Shedd





Beco, o elefante Asiático do Zoológico Columbus




Tahina, a lêmure, do Museu Besançon


Um grupo de lontras


Um bebê-tamanduá



[Dark Roasted Blend]

Um desabafo singelo de um protetor de animais...


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Sheila Moura entrevista o diretor do cemitério

Sheila Moura entrevista o diretor do cemitério onde duas cadelas se negam a sair de perto da sepultura de seu dono.

Consegui uma entrevista com o Sr. Eduardo Sanford, Diretor do Cemitério Parque Memorial Novo Gama - GO, onde duas cadelinhas se negam a sair do local em que, supostamente, teria sido enterrado a pessoa com quem tinham a relação mais poderosa existente no mundo: o amor

reprodução da reportagem da JATV

As duas figurinhas, tiveram filhotes há uns 10 dias e são mais 8 seres envolvidos na história. Ouçam a entrevista e aguardem a foto que o Sr. Eduardo vai nos enviar.
 
O tel. de contato dele é (61) 3628-2142 (garimpado pela nossa colaboradora Áurea Abrantes).

Gostaria de pedir as ONG´s de mais perto que liguem para ele e organizem o que todos nós podemos fazer para ajudar.
 
Talvez, com a presença das crias, seja mais fácil para elas romperem com o luto que se impuseram, certo?

Por mais legal que seja a história, não é justo para com elas, viverem sem um carinho que as façam se sentir novamente amadas e cuidadas.
 
Certo?
 
Clique na setinha para ouvir toda história:


Revejam a matéria que chamou a atenção do fato:

JATV - Rede Globo 22/06/12
http://www.ogritodobicho.com

Criação de animais na zona urbana pode causar doenças

"A criação de animais na zona urbana é uma realidade comum, principalmente nas periferias de Bauru (SP).

 
A situação preocupa, afinal, algumas doenças estão ligadas a animais que as pessoas costumam criar no próprio quintal."

Tem Notícia - Rede Record - 27/06/12

Preguiças recebem abrigo depois de ficarem órfãs - SP

"As duas preguiças ficaram órfãs com poucos meses de vida e foram parar em um centro de triagem de animais silvestres do Ibama, em Macapá.

As mães deles foram mortas por caçadores."

Bom Dia SP - Rede Globo - 26/06/12

http://www.ogritodobicho.com

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Animais no Entretenimento

Os animais que participam de "espetáculos" como circos, vaquejadas, farras do boi e rodeios sofrem agressões que não são de conhecimento do grande público.

A aparente alegria e glamour destas festas esconde um lado desumano e cruel.

Muitas destas condutas configuram crime de maus tratos (Artigo 32 da Lei N° 9.605) e, ainda são proibidas por leis estaduais, como o uso de animais no circo, que é está banido de São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Paraíba e Rio Grande do Sul. Esses eventos se sustentam por interesses políticos e financeiros, além de argumentos no mínimo duvidosos.

A ARCA Brasil já encabeçou campanhas e se mantém como constante fonte de informação, para esclarecer o caráter cruel destas “festas” e fornecer, assim, subsídios aos cidadãos que quiserem combatê-las em suas cidades.
Conheça o que se esconde por trás de cada um desses eventos:

Rodeios
Os bois, touros e cavalos expostos nas arenas são forçados a se comportar de maneira violenta e não natural.
Enquanto o som alto e a multidão ajudam a aumentar o nível de estresse dos bichos, ferramentas de tortura são usadas para enfurecê-los nas competições, onde sua integridade física corre alto risco, o que pode até levá-lo à morte.
Segundo a Profa. Dra. Da USP, Irvênia Prada, “não ocorre apenas a ‘sensação’ de dor orgânica, como também o sofrimento mental, emocional, porque os animais se sentem ameaçados e perseguidos”.
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Circos
Animais de circo são criados em espaços ínfimos, o que compromete sua saúde física e psicológica. Apanham constantemente e de diversas maneiras, com cabos de aço, madeiras, chicotes, porretes e até descargas elétricas durante o adestramento.
Espécies mais ferozes são mutiladas – têm dentes e garras arrancados - para evitar ataques ou fugas e raramente recebem uma dieta adequada, com todos os nutrientes dos quais precisam.
Tudo isso para que, no final, o circo tenha a sua apresentação assegurada.

Farra do boi
No litoral de Santa Catarina, “farra do boi” é sinônimo de terror e sofrimento para esses animais.
Os seus promotores soltam um boi e o perseguem com paus e pedras com o objetivo de acuá-lo, evitando serem atingidos.
É comum os animais serem deixados para morrer, devido aos ferimentos, ao final das “farras”.onça

Embora proibida em todo o estado e combatida pela polícia local, a prática continua a acontecer, muitas vezes financiada por políticos da região.
Em 2009, Santa Catarina recebeu uma multa de 1 milhão por não combater as farras de forma efetiva.

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Vaquejada
Nessa cruel competição, duplas de homens a cavalo perseguem e agarram pelo rabo um boi ou bezerro e, com um tranco, fazem com que ele caia bruscamente dentro de uma área delimitada.
A violência é tanta que alguns bichos têm seus rabos quebrados, além das conseqüências da queda. Cerca de 1.000 vaquejadas acontecem por ano no país.


Rinhas
Outro aspecto cruel do uso de animais no entretenimento são as rinhas, uma forma de combate organizado pelo homem, de galos, canários e cães (principalmente os da raça pitbull). Essa hedionda atividade nada mais é do que um mero pretexto para fazer apostas, atividade ilícita no país.
Por configurar maus tratos, as rinhas com animais são proibidas em todo território nacional e acontecem apenas de forma ilegal, organizadas por quadrilhas, que muitas vezes também estão envolvidas com outros tipos de crime.
Conheça o caso Galogate, que envolveu o publicitário Duda Mendonça

Animais na TV
Se você assistir casos de exposição ao ridículo, incentivo ao consumo irresponsável ou maus tratos aos animais, saiba como se manifestar.



Diversão não priva a liberdade



Alegria não combina com exploração. Se você ama os animais, não compactue com os ditos “entretenimentos” que usam bichos como atrações

da redação do Notícias da ARCA
Por VANESSA GONZALEZ

Como uma determinada situação pode ser verdadeiramente divertida se o principal envolvido não tem direito a escolha?
Animais usados para o entretenimento humano não tem opção e vivem conforme roteiro traçado pelos homens.

Essa reflexão deveria ser feita antes da decisão de visitar parques com golfinhos, baleias e outros mamíferos aquáticos.
Ao contrario do que imagina a alegre platéia, animais de parques famosos e sofisticados podem passar por situações de grande stress e sofrimento nos bastidores, apesar da boa infra-estrutura que possuem.
Não se pode dizer que animais confinados em tanques e submetidos a exaustivos treinamentos e apresentações gozam do bem estar e saúde que só o habitat natural proporciona.
O mesmo se aplica a rodeios, circos ou mesmo a maioria dos zoológicos.

Reflita, faça as escolhas certas
Época de férias é sinônimo de descanso e diversão.
Com janeiro logo aí, chegou a hora de se desconectar, desligar o celular, e ignorar o relógio – o que não pode é esquecer a própria consciência.
Se durante o ano inteiro você defendeu e respeitou os animais, não tem porque patrocinar certas práticas agora.

Na hora de incluir os passeios no roteiro de férias da família, observe se o os animais fazem parte das atrações. Seja critico(a) e fuja de pegadinhas do tipo, todo mundo vai.
Os animais só estão ali, presos, longe do habitat natural, porque existe um público que paga, banca e dá lucro aos donos.

Recentemente uma baleia orca de 1,4 tonelada se tornou a protagonista de uma grande batalha judicial. Após ser encontrada ferida na Holanda, surgiu o impasse: quando se recuperasse, seria devolvida à natureza? Infelizmente no dia 30 de novembro a orca foi transferida para um zoológico das Ilhas Canárias, na Espanha, tornando-se mais uma triste atração turística.

Golfinhos e baleias pagam um alto preço pelo fascínio que causam em adultos e crianças.
São pessoas que, para ter a chance de ver, nadar ao lado e até encostar-se a eles, pagam o que for – e assim patrocinam a captura e o confinamento de tantos outros mamíferos marinhos.

Mas o que é melhor, saber que esses animais estão em liberdade, vivendo a vida que merecem ter, ou presos em tanques sobrevivendo à mercê da próxima platéia?


O Brasil como exemplo
Poucos sabem que o início da ARCA está intimamente ligado a um golfinho muito especial, o Flipper. Assim como muitos que vivem em parques mundo a fora, ele foi separado de sua família em 1984, em Laguna (SC). Apartado da liberdade, passou a viver em um tanque de 12 metros de largura de um parque de diversões em Santos (SP), distraindo visitantes em troca de peixes mortos.
Seu sofrimento durou até 1993, quando finalmente ganhou a merecida liberdade, uma conquista que colocou o Brasil em destaque no cenário mundial.
“O nosso país deu um exemplo ao mundo de que animais são protegidos por leis.
Em termos de golfinhos livres de cativeiro, estamos à frente de muitos países desenvolvidos, a exemplo dos EUA“, afirma Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil.

A batalha não foi fácil, começou com o químico Márcio Augelli do Tucuxi, Grupo de Proteção ao Boto, que entrou com uma ação exigindo sua liberdade.
Depois da vitória no tribunal, criou-se a Associação dos Amigos do Golfinho Flipper, entidade que deu origem à ARCA Brasil.

Na linha de frente do projeto, que contou na época com o auxílio técnico e financeiro da WSPA – World Society for the Protection of Animals, uma dupla trabalhou intensamente para salvar o animal.

O norte-americano Ric O’Barry, ex-treinador de golfinhos que mudou sua trajetória e passou a readaptar esses cetáceos cativos à liberdade, e Marco Ciampi, presidente da ARCA Brasil, que coordenava as equipes e cuidava das questões legais e operacionais para a transferência do golfinho.

Flipper em processo de reabilitação em Laguna (SC)

A experiência com Flipper mostrou na prática o que homens e mulheres com alguma sensibilidade já sabem: lugar de animal silvestre é em seu habitat.
Futuro

  Sempre questionaremos situações que exponham os animais ao stress, que os privem de sua liberdade ou de exercer seu comportamento natural.
Esse artigo sobre o uso de animais para entretenimento humano, remete a um questionamento: tiramos um bicho de sua casa e o colocamos em uma jaula por estar sob ameaça em seu habitat, ou passamos a questionar as instituições que mantém esses animais com o argumento de protegê-los?
Qual seria o ensinamento a uma criança que vê um bicho confinado?
Com toda tecnologia disponível, não seria mais didático mostrar os animais em seu habitat, com câmeras ocultas, em 3D, simuladores, etc.?
Afinal, é o mundo que deixaremos para esse indivíduo, que dependerá do indivíduo que deixaremos para esse mundo, que dependerá...

Saiba mais:
Documentário “The Cove” denuncia massacre de golfinhos e leva Oscar
Flipper: um culto à liberdade

http://www.arcabrasil.org.br/noticias/1112_entretenimento.html